O Ministério da Saúde criou uma nova ferramenta para medir o risco de epidemias de dengue no Brasil. É o “Risco Dengue”, que utiliza cinco critérios básicos para verificação de epidemias. Três critérios estão voltados para a Saúde: a incidência de casos nos anos anteriores, os índices de infestação pelo mosquito causador da doença e os tipos de vírus da dengue em circulação.
Outro fator é o ambiental, que trata da cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo. O último critério é o demográfico, que indica a densidade populacional.
Três técnicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) participaram de um treinamento em Brasília que segue as recomendações do Comitê Técnico Assessor Nacional do Programa Nacional de Controle da Dengue e da Sociedade Brasileira de Infectologia.
A técnica em Vigilância Epidemiológica e Doenças Endêmicas da SES, Ester Bauer de Borba dos Santos, participante do treinamento, afirma que o principal objetivo da ferramenta é determinar os pontos onde as ações devem ser intensificadas para o próximo ano. “Sabendo quais as áreas de maior vulnerabilidade é possível intensificar ações de combate mais específicas”, explica a técnica estadual.
Ela comenta ainda que a recomendação do Ministério é organizar o novo método primeiro nas capitais. “As capitais são o principal foco neste momento, por isso iremos organizar reuniões com a Vigilância Epidemiológica de Campo Grande para que esta análise, utilizando a nova ferramenta, seja aplicada primeiramente aqui”. Foi estipulado um prazo de 30 dias para a aplicação desta ação.
Mato Grosso do Sul é considerada uma área de risco moderado na incidência de epidemias de dengue, juntamente com Roraima, Acre, Rondônia, Goiás e Distrito Federal. Todos os outros estados do país são classificados como risco alto ou muito alto, à exceção de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, considerados de probabilidade baixa.
Por Ângelo Smaniotto - (www.capitalnews.com.br)
