Para combater a proliferação do mosquito aedes aegyoti, transmissor do vírus que causa a dengue, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) intensificará a fiscalização de imóveis públicos e particulares em Campo Grande. Dono de terreno ou prédio em que forem encontrados focos do inseto estará sujeito a multa de R$ 100 a R$ 15 mil. A medida foi divulgada na manhã desta segunda-feira (2), pelo secretário municipal Leandro Mazina, durante entrevista coletiva concedida na sede da Sesau.
De janeiro a julho, foram 38.882 casos notificados em Campo Grande: 22 pessoas morreram por causa da doença. Embora as notificações tenham apresentado queda em julho, 180, o frio que fez naquele mês não é o fator preponderante para a diminuição nos índices, já que o mosquito suporta até mesmo temperaturas de 14ºC.
São cinco estratégias: mobilização social; descentralização/territorialização das ações da dengue na atenção básica; bloqueio de transmissão de casos; capacitação da Rede Municipal de Saúde (Remus); e intensificação das ações de vigilâncias sanitária e ambiental.
Haverá articulação com outras secretarias para repasse de informações sobre problemas em áreas privadas ou públicas em que existam estas situações.
Devem ser integrados agentes de saúde epidemiológicos e agentes comunitários para atuação contra o mosquito. Juntos, são 2 mil profissionais que atuam diretamente junto aos moradores, nas visitas domiciliares.
“O tempo de resposta de focos do mosquito será reduzido, significativamente. Os agentes trabalharão em conjunto para detectar o problema e resolvê-lo em seguida”, explica a diretora de Atenção Básica da Sesau, Ana Paula Gonçalves, conforme repassado pela assessoria do governo municipal.
O Ministério da Saúde substituiu o produto químico usado na borrifação em residências, para o combate do mosquito. Ele era diluído em água, mas, passa a ser diluído em óleo de soja, o que permite maior eficácia para exterminar o mosquito da dengue, já que fica mais tempo impregnado nos objetos e plantas. Os agentes utilizarão bombas costais portáteis e o bloqueio mecânico com retirada de criadouros por agentes de saúde epidemiológico e comunitário, em um raio de 150 metros do local onde for encontrado foco.
O secretário alerta ainda para o perigo após a volta das férias escolares. Conforme repassado pela assessoria, Leandro Mazina reforça: “Existe uma série de ações neste sentido. As pessoas estão retornando das férias de julho para as escolas, universidades. Ou seja, residências e escolas estiveram fechadas por um período, o que pode ter gerado novos ambientes propícios à reprodução do mosquito.”
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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