O blocão de 16 partidos puxado pelo governador André Puccinelli esteve reunido na convenção estadual do partido dele, o PMDB, realizado num estabelecimento na Avenida Costa e Silva, em Campo Grande, neste sábado (26). Cerca de 5 mil pessoas estavam presentes, segundo estimativa do Diretório do PMDB.
Afirmando ter 58 dos 78 prefeitos do Estado a seu lado o apoiando de forma oficial, André chorou durante o discurso. Parte das falas dele e de seus correligionários e aliados foram mais uma vez de comparações entre sua administração e a que o antecedeu, de José Orcírio Miranda dos Santos (o Zeca do PT).
Para eles, André fez mais nas todas as áreas. Citaram como maiores conquistas em suas opiniões o número de casas habitacionais, a transformação do programa Vale Renda em lei e o fato de terem recebido o governo com dívidas e saltarem para a situação de ter crédito disponível.

André fez comparações entre seu governo e a gestão de Zeca
Foto: Deurico/Capital News
“O passado se foi. Foi vencido numa união político-partidária. Recebemos as contas bloqueadas, recebemos dezembro [salário dos servidores públicos] atrasado e uma dívida de R$ 6 milhões com o governo Federal. (...) Construímos 43,974 casa”, diz André em trecho de seu discurso.
“Não precisamos mais chorar misérias”, complementa.
Simone diz que não será coadjuvante
A ex-prefeita de Três Lagoas que se licenciou para ser vice de André na tentativa de reeleição discursa avisando que irá contribuir e não teve medo de deixar a chefia do Executivo. “Me perguntavam se eu ia ter coragem de renunciar à Prefeitura e me arriscar. De deixar tanto tempo de caneta na mão [poder de decisão] e me sentar numa cadeira para ser vice. Se eu ia ter coragem de deixar a prefeitura com quase 90% de aprovação. Se eu ia ter coragem de deixar o município que irá gerar mais de 18 mil empregos diretos nos próximos três anos. Quem fez este questionamento não me conhece e não sabe de quem eu sou filha. Sou filha de Ramez Tebet. Ele me dizia que só existem dois caminhos. O do comodismo – do conforto dos covardes que não arriscam – e o mais árduo e mais nobre – o da luta.”

Simone diz que está na chapa para contribuir e não somente "sentar na cadeira de vice"
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Nelsinho pede voto para André
O prefeito de Campo Grande sempre informou que sua prioridade é a tentativa de reeleição de André. Mesmo confirmando seu apoio a Dilma Rousseff (PT) e que não subirá no palanque de Serra – defendido por André – Nelsinho afirma que está engajado no pleito com o PMDB em âmbito estadual.
“Estamos aqui para dizer com orgulho que nosso futuro governador se chama André Puccinelli. Vamos estar palmo a palmo deste Estado”, comenta.
André, de forma indireta, citou Nelsinho. No discurso, que encerrou a cerimônia, o governador disse que 4 dos 58 prefeitos que disse ter afirmado abertamente que quer sua reeleição, não vão pedir voto para Serra. “Democracia é a possibilidade de liberdade absoluta de escolher quem quiser”, diz André.

Nelsinho diz que sua meta é a reeleiçãod e André e nada comentou sobre eleições nacionais
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Marisa aponta que preferiu manter aliança que disputar governo
Durante o período de seis meses que antecederam estas convenções, o Bloco Democrático Reformista (BDR) – formado por PSDB, DEM e PPS – quase desistiu de permanecer ao lado de André, pois ele não demonstrava apoio ao presidenciável defendido pelo grupo, José Serra (PSDB). Mas, após a definição, o namoro de quase duas décadas no Estado perdurou.
Em seu discurso, a senadora Marisa Serrano, vice-presidente nacional dos tucanos, falou que sofreu muitas pressões para se lançar nas disputas novamente, mas, achou por bem manter a coligação com o PMDB. “Muitos companheiros pediram que eu saísse candidata ao governo. Mas, a gente tem que trabalhar pelo coletivo e não pelo individual. Temos que trabalhar pelo interesse da nossa gente. E era manter a aliança entre amigos que estão juntos há mais de 18 anos.”

Marisa defende que aliança com André foi melhor opção para PSDB
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Moka e Murilo juntos
Motivo de ciúmes e embate entre vice e governador, a dupla Waldemir Moka (PMDB) e Murilo Zauith (DEM) aparenta estar unida. Um pediu voto ao outro, além de em si mesmo e disseram que formam uma dupla daqui em diante.
Após o término da novela sobre a candidatura de Murilo – que queria o respaldo do governador de que teria iguais condições frente Moka dentro da aliança – as definições de suplentes foram tomadas. Moka fica com a primeira-dama da Capital Antonieta Trad (PMDB) e o vereador de Dourados Gino Ferreira (DEM). Murilo fica com o vice-prefeito de Campo Grande Edil Albuquerque (PMDB) e o ex-prefeito de Três Lagoas Antônio João.
Moka agradeceu a Campo Grande por “ceder” Antonieta Trad e a Dourados por “fazer o mesmo” com Gino. Murilo comentou o trabalho ao lado de André enquanto vice.

Moka e Murilo se dizem unidos, após conflito
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Aliados
São 15 partidos coligados em prol da reeleição do governador André Puccinelli, além do seu, PMDB. A primeira chapa para deputados estaduais é formada por 42 candidatos (31 homens e 11 mulheres) do PMDB, DEM, PSDB, PRTB e PRB. A segunda chapa é formada por PTB, PTC, PPN, PSC, PSB e PMN, com 70 candidatos (44 homens e 16 mulheres). A terceira e última conta com seis partidos: PT do B, PRTB, PPS, PRB, PHS e PSDC, com 51 candidatos (37 homens e 14 mulheres).
Para candidatos a deputado federal foram formadas duas chapas: uma com 21 candidatos e outra com 23. A primeira é formada por PMDB, DEM, PSDB, PR, PMN e PRB (com 16 homens e 5 mulheres). A segunda com 16 candidatos e 7 candidatas que são dos partidos PTdoB, PRTB, PPS, PTB, PDT, PTN, PHS, PSC e PSDC.

Cerca de 5 mil pessoas estiveram presentes na convenção do PMDB, que contou com apoio de outros 15 partidos
Foto: Deurico/Capital News
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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