A Câmara dos vereadores vota na manhã desta segunda-feira projeto que prevê investimento de R$ 200 milhões a partir da implantação de um residencial, na região sul da cidade, mais conhecida como projeto Mexicano. O projeto seria por conta de investimentos de cerca de R$ 200 milhões de grupo mexicano chamado Homex para a construção de 3,1 mil casas de 50 m² e a previsão é de gerar 2 mil empregos diretos e 32 mil indiretos durante as obras.
A Mesa Diretora da Casa de Leis vai propor uma emenda que dá à Câmara poder deliberativo sobre o projeto. Alguns vereadores prometeram colocar algumas emenda no projeto do Executivo para deixar a proposta mais redonda.
O presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CCJR) vereador Airton Saraiva (DEM) disse que a data foi escolhida em função de alguns pontos que divergem no projeto, principalmente sobre o conselho – órgão que gerenciará o projeto. Ele comentou ainda que o conselho deve ser consultivo e não deliberativo como designa o projeto original . “Haverá uma emenda coletiva assinada pelos vereadores e será apresentada na segunda-feira”, disse.
Esse projeto gerou polêmica na Casa de Leis em razão da declaração do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) que disse, em evento no Dom Antônio Barbosa, que os vereadores estariam fazendo uma “barganha suja” para votar os projetos de reajuste e o do residencial em troca do aumento do duodécimo (verba que o Executivo é obrigado a mandar para o Legislativo Municipal, para que custei suas contas).
O projeto foi enviado no final da tarde de quarta-feira (27) para a Câmara e na quinta-feira, os vereadores se recusaram a votar o projeto afirmando que, para isso, ele deveria ter sido enviado no mínimo 24 horas antes da sua votação.
Após terminar a sessão extraordinária que aprovou o reajuste dos servidores municipais. O prefeito da Capital se reuniu com os vereadores para negociar a aprovação do projeto sobre os residenciais.
Segundo o prefeito, hoje (30) é o último dia dado pelo grupo mexicano Homex para aprovação do projeto. Se isso não ocorrer, o empreendimento pode ir para São José dos Campos. “Tentei explicar aos vereadores que o empreendimento vai beneficiar 3 mil famílias. Tirei as dúvidas dos vereadores que estão analisando o projeto e vão montar uma comissão para acompanhar os procedimentos. Já temos até catorze assinaturas de vereadores [o que garante a possibilidade de votação com urgência].”
A diretora-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb), Marta Martinez, disse que o projeto de urbanização será um consórcio que terá que passar pela Câmara para ser apreciada.
Por: Eduardo Penedo (www.capitalnews.com.br)
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