O presidente da Comissão Provisória que dirige o PDT regional, João Leite Schimidt, afirma saber que “os deputados estaduais estão articulando para deixar o partido”. A afirmação dada ao Capital News, na tarde desta quinta-feira, 24 de setembro, foi durante evento no diretório regional da legenda, na Capital.
Schimidt diz que tentou entrar em contato com os parlamentares, mas não teria obtido sucesso na procura. “Eu liguei para eles, através do líder do partido [Antônio Braga], mas eles não atendiam”, disse.
Agora, o que era uma forte divergência interna pode realmente se tornar uma cisão. “Hoje estes deputados não são prioridade. Estes deputados agora são problema para o governador André e não para o PDT”, afirma Schimidt ao Capital News.
A irritação do agora mandante da sigla em Mato Grosso do Sul se deve, segundo ele, ao fato de que estes deputados decidiam tudo dentro do partido a mando do governador André Puccinelli (PMDB). “Se eles quiserem conversar tudo bem, a porta está aberta, senão, não vou procurar ninguém.”
Mesmo assim, Schimidt defende que as discórdias são políticas e não pessoais. “Sou amigo do Rigo há trinta anos.”
Schimidt determinou que “toda decisão política” deve passar também pelo crivo do deputado federal Dagoberto Nogueira (desafeto de Rigo), que, segundo ele, não era ouvido antes. Ele teria maior trânsito nacional por ser parlamentar dentro da Câmara Federal e por ser o candidato declarado do PDT ao Senado, de acordo com Schimidt.
Ruptura
A eleição realizada no dia 22 de agosto – a que pôs o vereador Paulo Pedra como presidente do partido em Campo Grande–, foi com uma chapa única, mas não de consenso, formada apenas por pessoas ligadas a Dagoberto. O ato foi praticado contrariando decisão de Rigo, então presidente. Esta teria sido a gota d’água entre a relação conflituosa entre o grupo ligado a Dagoberto e os deputados estaduais, liderados por Rigo.
A explicita divisão dentro do PDT local, polarizada pelos deputados estadual Ary Rigo e federal Dagoberto Nogueira, teria como ponto culminante a possibilidade de uma aliança com o ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT), que pretende ser novamente chefe do Executivo Estadual. Rigo apoia a continuidade de André Puccinelli (PMDB), já Dagoberto quer o retorno de Zeca.
Por: Marcelo Eduardo e Alessandro Perin – (www.capitalnews.com.br)
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