Campo Grande 00:00:00 Quinta-feira, 11 de Junho de 2026


Rural Segunda-feira, 06 de Dezembro de 2010, 13:24 - A | A

Segunda-feira, 06 de Dezembro de 2010, 13h:24 - A | A

Oferta faz arroba do boi gordo cair 4,5%

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Depois da alta acentuada de 16,13% no preço da arroba do boi gordo no mercado paulista em outubro, o mercado físico brasileiro de boi gordo terminou novembro em declínio. A oferta, que até então se mostrava inferior à demanda, ganhou impulso ainda na primeira quinzena do mês, com a entrada de gado confinado de segundo turno e de gado de pastagem (mesmo que ainda leve), contribuindo para um melhor equilíbrio na composição dos abates nos frigoríficos.

Em São Paulo, frigoríficos que vinham trabalhando com escalas de abate para dois dias, já indicam posições para cinco dias, em média. Por conta dessa maior oferta, o boi gordo fechou novembro cotado a R$ 106 arroba, de preço médio, livre, à vista, em São Paulo, contra R$ 111 a arroba de abertura do mês, uma queda de 4,5%.

Em Mato Grosso do Sul, a arroba fechou novembro a R$ 98/101, livre, à vista, contra R$ 101/102 de abertura do período. Em Mato Grosso, o mês terminou com a arroba a R$ 90/96 contra até R$ 97 de abertura.

Em Goiás e em Minas Gerais negócios ficaram em R$ 99/100 a arroba, livre, para pagamento em 30 dias, contra até R$ 102 do primeiro dia de novembro. “A queda de preço é brusca para um mercado que ainda tem uma situação de oferta ajustada e que dispõe do melhor movimento de demanda em dezembro, mas a demanda é fator de suporte nesse início de mês e será difícil trazer os preços do boi para R$ 100 a arroba em São Paulo, como querem os frigoríficos”, observa Paulo Molinari, analista da consultoria Safras & Mercado.

Preços em alta no atacado

 

Conforme Molinari, a alta do boi durou noventa dias, com o preço chegando ao auge no início de novembro, com a arroba a R$ 123 em São Paulo, e os frigoríficos estão tentando baixar preços em 15 dias, numa velocidade tão expressiva quanto à do movimento de alta.

Embora considere a curva de baixa acentuada, o analista observa que não se pode dizer que os atuais preços são ruins para uma entrada de safra. Para ele, o atual quadro de mercado era esperado para janeiro e fevereiro e não para uma primeira quinzena de dezembro, em que a demanda é expressiva, mas ao que tudo indica, a procura segue como fator de suporte para o boi nesse início de dezembro. “Essa demanda forte, inclusive, é que tem dado sustentação aos preços da carne no atacado”, explica.

Mesmo com o boi gordo em queda e com os frigoríficos relatando a existência de estoques, o atacado da carne bovina terminou novembro em alta, com o traseiro cotado a R$ 8,60 quilo, recorde histórico para o mercado paulista, ante R$ 8,15 de abertura do mês. O dianteiro, por sua vez, encerrou novembro a R$ 5,60, mesmo patamar de abertura.

No mercado externo, o movimento foi de queda nas exportações brasileiras em novembro: o volume total embarcado ficou em 55,2 mil toneladas, com média diária de 2,8 mil toneladas, 27,8% inferior à média diária do mês anterior.

O preço médio pago pela carne bovina, no entanto, voltou a apresentar valorização. Em novembro, a carne bovina in natura foi negociada a US$ 4.874,1 por tonelada, 7,9% superior ao de outubro, de US$ 4.518,5 por tonelada. (Fonte: Globo Rural)

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS