Fiscais do setor de vigilância sanitária da Prefeitura de Corumbá apreenderam ontem, domingo, cerca de 90 litros de leite in natura e 70 peças de queijo que estavam sendo comercializados na feira-livre central. O consumo não é recomendado, pois pode causar a brucelose, doença que no homem causa impotência e na mulher o aborto, além de diarréias, principalmente em crianças.
A apreensão faz parte de uma ação desencadeada pela Secretaria Executiva de Saúde, com apoio da Guarda Municipal e Ministério Público, para combater a venda desse do produto na cidade. O coordenador da vigilância sanitária, Hélvio de Barros Junqueira, explicou que o leite, após a ordenha, deve ser acondicionado de forma correta, resfriado, para ser encaminhado à Usina de Leite, existente no assentamento Urucum, para pasteurização.
“Isto não ocorre e o leite está sendo vendido de forma in natura, sem as mínimas condições de higiene, principalmente nas feiras-livres”, explicou, enquanto preparava o produto para ser encaminhado a local apropriado, para descarte. “Não pode ser jogado em qualquer lugar. Tem que ter destinação certa para evitar riscos ao meio ambiente”, disse.
Junto com o leite, os fiscais e integrantes da guarda municipal apreenderam peças de leite também produzidos de forma irregular, sem condições sanitárias apropriadas. Hélvio informou que o queijo tem que ter o selo do SIM (Serviço de Inspeção Municipal), que garante a qualidade do produto.
O SIM é expedido pela Prefeitura, através da Secretaria Executiva de Desenvolvimento Agropecuário, justamente para evitar que a população consuma produtos fabricados de forma inadequada, que podem causar riscos à saúde.
O leite in natura é aquele comercializado sem passar pelo processo de pasteurização. Ele sai direto da fazenda, muitas vezes nem é resfriado, e é vendido direto ao consumidor. Além da entrega de porta em porta, os vendedores desse produto costumam comercializá-lo em feiras-livres. Desde o início das fiscalizações, a Vigilância recolheu cerca de 600 litros de leite irregular.
A orientação dada aos comerciantes também é válida para os laticínios. “Se a indústria se negar a comprar o leite nós informamos a Promotoria de Justiça, que busca os meios legais para que o produto seja comercializado”, disse Hélvio.
(Com informações da Prefeitura de Corumbá)

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