A delegada Regina Márcia, da Delegacia de Proteção a Criança e Adolescentes (DPCA), se reuniu com a Imprensa na manhã desta quarta-feira (29) para esclarecer o caso de estupro de uma menina de 12 anos. Um homem de 22 anos, identificado como Josiel de Almeida Domingues, conhecido com Gil, está preso acusado de praticar o ato em sua própria residência.
O crime aconteceu dia 20 de fevereiro, durante a noite. Um adolescente convidou a jovem para participar de uma festa na casa dele, na companhia de três homens adultos e outro adolescente. No local, os rapazes ofereceram bebidas alcoólicas à menina, como cerveja e vodca com energético.
O consumo de álcool dela foi tão grande que chegou a perder os sentidos e ficar desacordada, caracterizando coma alcoólico. Os jovens tentaram reanimá-la no chuveiro, mas ela permanecia inconsciente.
Já na madrugada, o adolescente “anfitrião” da festa disse, então, que todos precisavam ir embora, uma vez que o pai dele estava retornando do trabalho e iria direto para a casa. Dessa forma, ela foi levada em um carrinho de mão até a residência de Josiel, no Bairro Indubrasil, que supostamente teria cometido o estupro.
Os vizinhos do jovem alegam que o viram se desfazer de um lençol cheio de sangue, no dia seguinte. Que poderia ser a prova do crime. Se condenado pelo crime de estupro de vulnerável, pode pegar pena de 8 a 14 anos de reclusão, se for constatado lesão corporal grave, a pena terá um acréscimo de 20 anos. Os outros homens também foram ouvidos para estabelecer qual a responsabilidade de cada um no crime.
A menina precisou fazer a reconstrução do períneo, que é a musculatura entre a vagina e o ânus, na Santa Casa.

Delegada Regina Márcia, da Delegacia de Proteção a Criança e Adolescentes (DPCA), está responsável pelo caso
Foto: Deurico/Capital News
