A delegada da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do bairro Piratininga, Fernanda Félix explicou detalhes sobre a morte de uma pessoa na noite de terça-feira (22), em uma discussão envolvendo um policial militar da Capital.
Segundo a delegada a confusão começou por volta das 2h, em uma boate de prostituição, localizada na Rua Brilhante, na Vila Bandeirantes. A discussão envolveu três clientes, o barman, o porteiro e o policial militar.
Os três clientes, Anderson de Souza Silva, de 30 anos, Washington Pereira da Silva, de 35 anos e Admir Alves dos Santos, de 49 anos, chegaram ao local por volta da 01h, pagaram a entrada que dava direito a duas cervejas para cada, eles tomaram três cervejas, pagaram e então pediram outra bebida, uma ice.
Antes de saírem, Washington teria rasgado a comanda onde estavam anotadas as bebidas consumidas, mas conversou com o barman Wilian Pereira, 30 anos, que teriam que pagar apenas a ice. Já na saída da boate, o porteiro Hudson Fernandes da Silva, 35 anos, teria pedido novamente e comanda para os clientes e o barman foi até lá explicar a confusão.
Neste momento o policial militar, Abrão Pedro de Amaral Filho, de 26 anos, estaria passando na Rua Brilhante, a paisana e em uma motocicleta, quando viu a discussão e decidiu parar.
Todos começaram a discutir e então Anderson Silva foi até uma kombi que estava estacionada nas proximidades e pegou um facão e Washington Pereira pegou um pedaço de madeira, em um local ainda incerto.
Todos começaram a discutir entre si e o PM Abrão disparou entre oito e nove tiros de uma pistola .40, que atingiram Anderson, Washington e Admir.
Anderson levou um tiro no abdômen, foi encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Washington foi atingido por um tiro na perna e Admir levou um tiro no braço, os dois estão internados na Santa Casa.
O PM foi ferido com o facão na cabeça e na mão, mas passa bem. Abrão, Hudson e Wilian já prestaram depoimento à polícia e o policial foi detido no presídio militar.
As investigações sobre o caso continuam.

Delegada Fernanda disse que o polícial militar usou a pistola ponto 40 e disparou oito vezes
Foto: Deurico/Capital News
