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Polícia Terça-feira, 31 de Março de 2015, 09:11 - A | A

Terça-feira, 31 de Março de 2015, 09h:11 - A | A

Guarda Municipal assume multifunções e passa a compor as forças de segurança de Campo Grande

Kemila Pellin
Capital News

Denilson Secreta/Prefeitura de Campo Grande

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A Guarda é responsável por fazer as seguranças dos prédios públicos, entre terminais e escolas

Com um efetivo de 1.351 agentes e sete bases operacionais, a Guarda Municipal de Campo Grande foi criada para garantir a integridade do patrimônio público municipal, ou seja, zelar pelos prédios públicos da cidade e garantir a segurança nesses locais, que incluem escolas, terminais, praças e demais espaços que concentram um grande número de pessoas. Porém, desde o final do ano passado, a Guarda começou a integrar o Batalhão da Polícia de Trânsito da PM-MS (Bptran-MS ), com 80 agentes fazendo fiscalização nas ruas.

 

A mudança gerou descontentamento a população, conforme já citamos em matéria anterior, que contestou o real papel da Guarda Municipal. No início de fevereiro o vereador Chiquinho Telles (PSD) apresentou em sessão da Câmara dos Vereadores, uma polêmica denominada por ele e pela população como “indústria da multa”. Na ocasião, o vereador afirmou que vários contribuintes o procuraram para reclamar da quantidade de multas que estavam sendo aplicadas pela Guarda Civil Metropolitana.

 

No mesmo mês, fevereiro, uma nova polêmica foi lançada, o uso de armas de fogo pela Guarda. Um convênio assinado entre a Prefeitura e a Polícia Federal no dia 03 de fevereiro, viabilizou a autorização de porte de arma de fogo para os integrantes da Guarda Civil de Campo Grande. O secretário municipal de segurança pública, Valério Azambuja, antes comandante da Guarda, defendeu a assinatura do convênio explicando que traria mais segurança aos agentes da guarda.“De forma alguma eles farão o trabalho da Polícia Militar que é de prevenção a furtos, roubos e homicídios, e nem utilizarão as armas sem real necessidade, mas é preciso que eles estejam preparados para qualquer situação crítica, como já aconteceu muitas vezes”, esclareceu Azambuja.

 

Nesta terça-feira, a prefeitura de Campo Grande divulgou nota comentando sobre o papel da Guarda na cidade, na qual defendeu que “hoje a Corporação tem novas responsabilidades e sua tropa passa por diversos cursos e treinamentos para ser parte integrante do sistema de segurança pública da Capital”. O prefeito Gilmar Olarte explicou que o objetivo é proteger a população. “Para proteger o bem público, as guardas municipais têm de estar armadas e ter os recursos necessários. A atuação tem que ser vista com muita responsabilidade, para que a corporação contribuía com a segurança e o bem estar da população”, aponta o prefeito Gilmar Olarte.

 

Para usar armas (letais e não letais), os guardas tiveram de passar por seleção e cursos o que inclui 476 horas de aulas. Também foi ampliada a atuação da Ouvidoria e da Corregedoria da GM, para apurar qualquer desvio de conduta.

 

O secretário Valério Azambuja defendeu que as atuações da Guarda estão inibindo diversas transgressões disciplinares. “Apuramos várias condutas. Como a Corregedoria está atuando e fiscalizando, está diminuindo as transgressões disciplinares. Qualquer abuso é devidamente apurado e isso diminui as ocorrências”, explica o secretário municipal de Segurança, Valério Azambuja.

 

Ainda segundo a nota, a Guarda Municipal vai continuar participando da fiscalização do trânsito, com 80 guardas nas ruas de Campo Grande e também da segurança dos terminais de ônibus.  A Guarda também vai realizar o patrulhamento ostensivo, atuando como força preventiva no combate ao crime. Desde fevereiro deste ano, a Guarda Municipal faz parte da Casa da Mulher Brasileira, com a patrulha Maria da Penha, que atende os crimes de violência contra a mulher.

 

Há previsão de realização novo concurso público para aumentar o efetivo da Guarda Municipal, de acordo com o secretário. “Treinar e equipar a Guarda Municipal são formas de o Município colaborar com a segurança pública ao lado da Polícia Civil e Militar. Precisamos de uma guarda mais ativa que, além de proteger o patrimônio público, também proteja a nossa sociedade”, define o prefeito Gilmar Olarte.

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