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Polícia Segunda-feira, 31 de Maio de 2010, 18:22 - A | A

Segunda-feira, 31 de Maio de 2010, 18h:22 - A | A

Feirante atropelado em Cassilândia passará por cirurgia na Santa Casa

Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O feirante Manoel Menezes da Costa, 78 anos, passará por uma nova cirurgia no abdôme na quarta-feira (02) na Santa Casa de Campo Grande. A cirurgia será para refazer os pontos da operação realizada na Santa Casa de Cassilândia. De acordo com a sua filha, Agma Menezes da Costa, 42 anos, a cirurgia será para evitar uma infecção grave na região. Agma também afirma que o seu pai também está com pneumonia, o que pode agravar o quadro clínico do paciente.

“Temos que esperar agora até quarta-feira e ver como ficará o meu pai, mas pelos ferimentos acredito que a situação dele seja muito delicada, tenho até medo de que ele não ande mais” lamente Agma.

Atropelamento e demora no atendimento

O idoso foi atropelado na madrugada de domingo (23) no município de Cassilândia. O condutor do veículo seria um polícia militar, que prestou socorro após o acidente. Manoel sofreu fratura exposta na perna e ferimentos na barriga e foi encaminhado às pressas para a Santa Casa de Cassilândia.

Lá, ele recebeu o atendimento emergencial com a cirurgia no abdômen, conta Agma. Mas, quando os procedimentos eram mais complexos, ele precisava ser encaminhado para outro local.

Agma relata que precisou entrar na Justiça, via Ministério Público do Estado, para que o pai fosse atendido. Na tarde de terça, a 2ª Vara Cível de Cassilândia determinou a internação imediata de Manoel em Campo Grande ou onde tivesse vagas.

Mesmo com a decisão judicial, conforme ela, Manoel demorou a ser removido, pois a Central de Vagas do Estado não confirmava onde existia espaço. Segundo ela, a Santa Casa de Cassilândia estaria enviando mensagens via fax com pedidos de especialidades diferentes da que o pai necessitava. Este equívoco, segundo Agma, teria provocado a demora da transferência de Manoel.

Ela conta que conseguiu vaga em outros hospitais, mas, pela falta de transporte, conforme ela, negada pelo setor de Transporte da Saúde de Cassilândia, as vagas acabaram sendo perdidas. . Ele só foi transportado na quinta-feira, mesmo com a liminar da Justiça.

A decisão do juiz Sílvio Prado foi de que a remoção fosse imediata (na terça) sob pena de multa diária de R$ 10 mil ao Estado (aqui colocado como Poder Público) caso não providenciasse a ajuda médica.

Agma afirma ter sido bem recebida na Santa Casa da Capital, mas, sua preocupação aumentou pela piora do quadro de saúde do pai, devido ao descaso em Cassilândia.

Ela afirmou ainda à reportagem do Capital News, que o advogado da Santa Casa de Cassilândia chegou a lhe confessar que seria melhor ela vender um terreno do pai: ‘Você tira o seu pai daqui, senão ele vai morrer’, teria dito o advogado. Sobre o terreno, Agma afirma que o advogado teria investigado isso e que teria invadido a privacidade da família.


Por: Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

 

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