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Polícia Quarta-feira, 30 de Junho de 2010, 11:35 - A | A

Quarta-feira, 30 de Junho de 2010, 11h:35 - A | A

Envolvido em batida de carros que matou aluna de Direito afirma que não participava de racha

Marcelo Eduardo e Eduardo Penedo - Capital News

Um dos suspeitos de envolvimento na morte da acadêmica de Direito Mayana de Almeida Duarte, 23 anos, acaba de prestar depoimento na 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Anderson de Souza Moreno, de 19 anos, conduzia o Vectra que se chocou com o Celta dirigido pela estudante em acidente ocorrido no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena e a Rua José Antônio, no centro da Capital, no dia 14.

Em nome de Anderson, falou o advogado Coareci Nogueira de Castilho. De acordo com ele, o jovem esteve na delegacia “só para prestar depoimento e nem foi indiciado ainda”.

Anderson, de acordo com o advogado estava por volta das “11 ou ‘11 e pouco’ da noite na Afonso Pena quando o Celta furou sinal e houve colisão”.

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O advogado do acusado revelou que usará as imagens de video para provar que o fato foi um acidente
Foto: Deurico/Capital news

Coareci informa que a defesa atua com uma prova material, que é a filmagem de segurança do Condomínio Solaris do Pantanal. Ele afirma que Anderson argumenta que não houve racha e que se tratou de fatalidade.

Se houver condenação por homicídio culposo (sem intenção de matar), Anderson cumprirá penalmente as sanções, afirma o advogado. Ainda de acordo com Coareci, se existir indiciamento por homicídio doloso (com intenção de matar), a defesa vai a júri.

Condenados por homicídio culposo podem pegar até três anos de reclusão. A pena para homicídio culposo é de 8 anos a 12 anos de prisão.

A estudante Mayana de Almeida Duartemorreu na madrugada de sexta-feira (25), após ficar 11 dias internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande. O corpo foi velado e enterrado no Cemitério Parque das Primaveras, que fica no final da Avendia Filinto Müller (via na frente do Hospital Universitário).

O delegado responsável pelo caso, Marco Custódio, afirma que três testemunhas foram ouvidas até o momento e que aguarda conclusão dos laudos técnicos para atitudes como um possível indiciamento. Segundo ele, no depoimento, Anderson disse que não estava num racha e que "somente emparelhou o carro com um amigo e eles seguiram juntos". Anderson admitiu ter consumido bebida alcoólica. Ele disse ter ingerido duas cervejas até as 11 horas da noite e "que ficou são depois disso".

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O delegado vai esperar os laudos para pedir o indiciamento do acusado
Foto: Deurico/Capital news

Acidente

De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil quando do início das investigações, por volta das 3h da madrugada do dia 14 de junho, ao tentar passar pelo cruzamento da Avenida Afonso Pena e Rua José Antônio, Mayana, que estava no seu Celta, foi atingido pelo carro de Anderson, um Vectra, que estaria em alta velocidade.

As testemunhas, ainda segundo a Polícia, afirmaram que, momentos antes do acidente, Anderson disputava corrida (racha) com William Johnny de Souza Ferreira, 25 anos, que estava em um Fiat Uno.(Com colaboração de Jefferson Gonçalves)(modificado às 11:43 para acréscimo de informações)


Por: Marcelo Eduardo e Eduardo Penedo – (www.capitalnews.com.br)

 

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