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Polícia Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 17:00 - A | A

Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011, 17h:00 - A | A

Delegada aguarda laudos para fechar inquérito sobre morte de garoto de 15 anos no trânsito

Alessandra Carvalho - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A delegada Maria de Lourdes Cano, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) aguarda apenas dois laudos periciais para fechar o inquérito sobre o acidente de trânsito que matou o adolescente José Eduardo Tavares Manzione Menegat, 15 anos.

Ele e outros seis adolescentes estavam em um Honda City, que capotou na rodovia BR-262 no dia 19 de novembro. O carro estava sendo dirigido por outro adolescente que sofreu ferimentos graves.

A delegada nada revelou sobre os laudos que ainda aguarda, mas os dois são fundamentais para a conclusão do inquérito. Maria de Lourdes continua tomando depoimentos.

Mais de nove pessoas foram ouvidas. Na tarde de ontem (05), a mãe do adolescente que morreu também prestou esclarecimentos na delegacia.

Ela disse em depoimento para a delegada Maria de Lourdes, que estava cuidando do bebê de 29 dias, no momento do acidente.  A mulher estava de resguardo quando recebeu uma ligação e foi avisada que o filho estava envolvido em um acidente grave. Ela pegou um veículo e foi para o local.

A mãe de José relata ter ficado desesperada com a notícia e que quando viu o filho entrou em estado de dhoque. Depois de alguns momentos foi avisada que José estava sem vida.

Bom comportamento

Conforme a delegada, a mãe entrou em detalhes sobre o comportamento e relacionamentos do filho. O adolescente estudava e era comunicativo. Disse também que o filho não comparecia a baladas ou bebedeiras.

No dia  do acidente, José estava em um churrasco com os amigos, segundo a mãe. Dos adolescentes que estavam no carro, a mãe de José conhecia apenas dois. Pouco antes do acidente, ela tinha se comunicado com o filho por telefone várias vezes e não percebeu nenhuma alteração na voz ou no comportamento do garoto.

Três pessoas foram indiciadas após prestar depoimentos. A mãe do adolente que dirigia o veículo Mariza Pacheco Galego Ferreira, e pai José Bernardo Pereira, foram indiciados por omissão de cautela. Os dois alegaram que o filho pegou a chave no chaveiro e saiu escondido com o veículo.

Também foi indiciado o proprietário da conveniência onde os adolescentes compraram as bebidas alcoólicas. O comerciante vai responder pelo crime de venda de bebida alcoólica para menores de idade.

O comerciante e os atendentes da conveniência afirmaram que três adolescentes compraram a bebida e que não foi pedido o documento porque eles pareciam ter mais de 18 anos.

Festa com bebidas

O proprietário Roberto da Costa, 50 anos da residência em que aconteceu a festa, localizada na Chacara Cachoeira, também foi ouvido. Ele disse em depoimento à delegada que estava na residência no momento da festa, mas que estava trabalhando em outro cômodo e não viu os meninos saindo da residência com o carro.

Costa garantiu à delegada que na residência não havia bebida alcoólica. Ele acredita que outro adolescente tenha trazido bebidas e oferecido aos amigos.

Segundo a delegada Maria Cano, os pais do garoto de 15 anos que estava dirigindo o veículo afirmaram que nunca ensinaram o filho a dirigir e o “menino nunca pegou o veículo da família”. Eles completaram dizendo que o garoto tinha apreendido a dirigir em carros de kart.

Sem cinto de segurança

José Eduardo Tavares Manzione Menegat foi arremessado para fora do veículo e morreu no local. Conforme a polícia, ele estava sem o cinto de segurança. Além das garrafas foram encontrados três celulares. Um dos meninos estava falando ao celular no momento em que aconteceu o acidente.

A soldado Cynthia Ribeiro da Polícia Militar de Trânsito, disse que no momento em que foi atender à ocorrência não tinha como fazer teste de alcoolemia. Eles estavam dentro da ambulância e estavam em estado grave. O Corpo de Bombeiros tentava fazer reanimação para levá-los às pressas para a Santa Casa.

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