O senador Delcídio Amaral (PT-MS) e o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) estão em paz. Os dois chegaram juntos à sede do Diretório Regional do PT em Campo Grande para reunião com o presidente nacional Ricardo Berzoini e afastaram a hipótese de armação política no caso em que o golpista Ademar Mariano se dizia agente de um suposto complô que prejudicaria Delcídio.
Delcídio e Vander garantiram disse que o fato não prejudicou o PT, pelo contrário, está estimulando a reunificação. “Agora estamos mais unidos”, assegurou Delcídio. “Se há algum complô ou conluio não é no PT, os depoimentos indicam isso”, disse Delcídio. “O PT está mais unido, se pensaram que o partido sairia rachado erraram”, completou Vander Loubet.
O deputado Vander Loubet, que havia pedido uma retratação do senador Delcídio, se disse satisfeito com o desfecho das primeiras investigações e com uma conversa que teve nesta sexta-feira com o senador.
Delcídio foi à casa do deputado pela manhã e esclareceu as razões que o levaram a pedir investigação da PF. Delcídio afirmou, ao chegar ao encontro do PT, que não vai tirar conclusões precipitadas, mas está convencido de que não há armação política contra ele.
“Eu e o Vander somos homens de bem que honram os votos, por isso pedimos que a Polícia Federal tirasse a limpo e a conclusão que temos agora é que se há complô não é no PT”.
Ao lado de Delcídio, Vander repetiu que ficou indignado com o depoimento de Ademar Mariano, preso sábado à noite em barreira da polícia acusado de portar documento falso e em razão de mandado de prisão expedido pela Vara Criminal de Aquidauana, porque houve um vazamento atribuído à PRF que 'expôs inocentes', pessoas que nada têm a ver com as acusações e que não tiveram tempo de se defender.
Vander procurou o superintendente da PRF para cobrar explicações sobre a divulgação do depoimento de Ademar Mariano e avalia que agora é só esperar o fim das investigações e acabar com esse episódio. “Se acharam me colocaram de gaiato no navio e empurraram pelo cano, enganaram-se”, afirmou Vander.
Contradições
Delcídio e Vander estão de posse da cópia de três depoimentos de Ademar Mariano. No último segundo a assessoria de Vander, o preso alega que foi tudo uma invenção e teria sido forçado pela PRF a gravar as acusações contra o deputado.
Ademar acusa o policial rodoviário federal Wolney Almeida, apontado como o responsável pela gravação. Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, Ademar disse que foi induzido a acusar pessoas, com a promessa de que seria liberado depois. Mas esse depoimento já foi mudado em depoimento seguinte.
Ademar primeiro alegou que no dia da prisão foi pressionado por Almeida, junto com o relações públicas da corporação, a gravar um depoimento em vídeo e acusar publicamente a delegada Rosely Molina, até então responsável pela investigação de estelionato contra interessados em furar a fila na Agehab. Depois, mudou o depoimento e acusou um advogado seu. No depoimento seguinte inocentou o advogado e nas idas e voltas de depoimentos chegou a citar 15 pessoas. (TV Morena)
