Uma menina recém-nascida teria sido entregue pela própria mãe, que estava internada na Santa Casa de Campo Grande, e, posteriormente, vendida pela tia por R$ 500. D. H. S. D. S., 40 anos, suspeita de ter aberto mão da filha, é ouvida nesta quarta-feira (7), na Delegacia Especializada no Atendimento de Crianças e Adolescentes (DPCA).
D. H. deu à luz em 29 de novembro e, no dia 1º – com medo de o marido não querer o bebê –, teria entregado à sobrinha, L. H. S., que fora visitá-la no quarto do hospital. A partir daí, de acordo com a delegada Regina Márcia Mota, existem contradições nos depoimentos das envolvidas. D. H. disse que perguntou à sobrinha se ela conhecia alguém que podia “ficar” com a criança. A sobrinha teria respondido que uma amiga que trabalhava na Santa Casa teria condições. Já Loemi afirma à delegada responder que deixaria o bebê aos cuidados da prima da tia, R.
L. H. ainda diz, segundo a delegada, que R. e a “patroa rica”, J., iriam cuidar da criança. L. H. afirma que presenciou as duas saírem da Santa Casa com a neném nos braços para comprar roupas para a criança. Neste momento, a patroa teria dado R$ 500 para os cuidados da menina.
Conforme a delegada Regina Mota, ontem (6), D. H. S. registrou boletim de ocorrência de desaparecimento da filha. Ela disse ter se arrependido porque o marido passaria a “querer o bebê” e ela ficou com medo de sua reação, acreditando que poderia ser violenta se soubesse do ocorrido.
J., a patroa, deve ser ouvida às 15h. Ainda não há data para o pai da criança ser ouvido, se houver necessidade.
A criança foi levada à DPCA por R. Conforme a delegada, ela irá ficar aos cuidados do Conselho Tutelar até que se deifna de quem será a guarda definitiva.
