Uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro é alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (11) em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 21 milhões por meio de atividades ilícitas.
Ao todo, estão sendo cumpridos 28 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de prisão temporária contra suspeitos de integrar o esquema criminoso. As ordens judiciais são executadas em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Além das prisões, as equipes responsáveis pela operação cumprem 69 mandados de busca e apreensão, 59 bloqueios de contas bancárias e 14 medidas de sequestro de veículos. Também foram autorizadas apreensões de dinheiro em espécie, joias e automóveis de alto padrão eventualmente encontrados durante as diligências.
De acordo com a investigação, nove dos alvos já estão presos, mas continuariam participando das atividades criminosas mesmo de dentro do sistema prisional.
As apurações tiveram início em novembro de 2023, após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de maconha em Canoas, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, os policiais identificaram um imóvel utilizado para armazenar drogas e prenderam em flagrante um homem que descarregava a carga.
A partir da apreensão, os investigadores conseguiram identificar uma estrutura criminosa ligada a uma facção do Vale do Sinos, responsável pela distribuição de maconha, cocaína e crack em larga escala no estado gaúcho.
O trabalho policial revelou ainda um complexo esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Conforme as investigações, o sistema financeiro do grupo envolvia pulverização de valores, fracionamento de depósitos, triangulação de recursos, utilização de contas de terceiros e movimentações rápidas por meio de saques e depósitos.
Os policiais identificaram pelo menos 20 empresas ligadas ao esquema, localizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Entre os segmentos utilizados para dar aparência de legalidade às operações financeiras estão empresas do ramo alimentício, revendas de veículos, refrigeração, eletrônicos e prestação de serviços.
Segundo a investigação, a organização também mantinha conexões com facções criminosas de Santa Catarina e São Paulo para ocultar o destino dos valores movimentados.
As autoridades apontam que o grupo utilizava diferentes modalidades para lavar dinheiro, incluindo empresas de fachada, empresas fantasmas criadas apenas para justificar movimentações bancárias e empresas reais utilizadas para conferir aparência lícita às transações financeiras.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e ampliar o rastreamento dos recursos movimentados pela organização criminosa.
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