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Opinião Domingo, 15 de Maio de 2016, 08:26 - A | A

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Opinião

Os brasileiros andam atrás do governo, quando o governo deveria andar atrás dos brasileiros

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Por José Luiz Tejon Megido*
Artigo de responsabilidade do autor

Há um enorme erro de foco e, erro de foco, como salienta o escritor, jornalista da ciência e psicólogo dos Estados Unidos, Daniel Goleman: "O criador da inteligência emocional é destruidor". Os brasileiros ficam olhando para Brasília esperando que salvadores da pátria, seres predestinados, ungidos pela divindade, autênticos ETs, nos protejam, façam leis e sejam os gênios condutores do país. Seria ótimo se não fosse utópico.

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José Luiz Tejon Megido - Artigo

José Luiz Tejon Megido

 

Os brasileiros se esquecem de questionar suas próprias entidades associativas, seus representantes nas categorias profissionais, nos segmentos empresariais, em exercitar uma honesta autocrítica em relação a como abandonamos a competência do auto governo, da auto moralidade, da dignidade e da integridade. E ficamos andando atrás do governo, olhando para Brasília e reclamando dos infortúnios e do rol generalizado da incompetência que assola o País. Agora mesmo, num eventual novo governo Temer, estamos com o sonho de cair para não mais do que 22 ministérios. Fica impossível a ilusão de ter ministros à prova de idoneidade e de fato capacitados. Continua utopia.

E a razão? O ego mesquinho, a pequenez dos representantes da sociedade, que ao invés de olharem para a nação e se colocarem como suportes do país, o mastro que eleva a bandeira, se posicionam como a bandeira, suportados pelos brasileiros.

Não há futuro nesse modelo, por ser inviável a liderança pedagógica, por ser impraticável a tomada de decisões competentes e em alta velocidade. Esse modelo onde os brasileiros andam atrás do governo premia os mais astuciosos, incompetentes no domínio de seus ofícios e do estado da arte de suas pastas, e traz de volta o personagem da escolinha do professor Raimundo, o extraordinário Rolando Lero.

Alguns insanos dizem: "Para ser ministro não precisa conhecer da área, basta entender de política e saber ser gestor". Que ridículo! Com certeza quem afirma isso não vê os estudos avançados da academia sobre CEO's e líderes empresariais, e o que mudou nos últimos anos: longevidade nas empresas, resultados financeiros obtidos a médio e longo prazo, responsabilidade social corporativa e domínio das perspectivas estratégicas dos seus segmentos de mercado, se configuram em fatores críticos de sucesso.

Ao governo cabe posição de suporte, de estruturados, de orquestrador. E aos intérpretes, a cada músico da orquestra, cabe o protagonismo e o solo impecável nos seus momentos decisivos.

Um precisa do outro? Sim, mas precisa parar de esperar de Brasília e dos governos aquilo que eles não podem dar. Assumir o empreendedorismo e o cooperativismo que é a saída nova para o novo Brasil.

 

 

*José Luiz Tejon Megido
Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan

 

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