Os manifestantes também invadiram a produção do campo Volta Grande, na Bolívia, forçando o fechamento da produção no local.
"Essas ações afetaram a oferta de gás natural da Bolívia para o Brasil, parcialmente, mas até o momento não impactaram o fornecimento brasileiro", disse a Petrobras.
No oleoduto Transierra, a Petrobras detém 45% em uma joint venture, enquanto a Total possui 11% a boliviana Andina, 45%. Já no campo Volta Grande, a companhia boliviana Chalco opera o campo, sendo que a BP PLC tem uma participação de 30%.
A estatal de energia boliviana Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos divulgou em seu web site que os protestos irão reduzir o fluxo de gás para o Brasil em 3 milhões de metros cúbicos por dia, e que o conserto do oleoduto custará US$ 100 milhões. A Petrobras disse estar adotando um plano de contingência para reduzir o impacto dessas ações na oferta de gás do Brasil.
Os maiores consumidores de gás boliviano são SP, SC, PR, RS, GO, MT e MS. O gás substitui óleo combustível (usado em indústrias e termelétricas), óleo diesel (indústria), gasolina (veículos leves) e GLP (gás de cozinha). (Agência Estado)
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