O Partido Nacional do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) decide nesta terça-feira (29) se vai romper definitivamente ou não com o governo da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). O diretório do partido em Mato Grosso do Sul já posicionou por abandonar a base de apoio da presidente.
Dos 27 diretórios estaduais, 11 já se posicionaram por abandonar o governo. De Mato Grosso do Sul, vão votar o ex-governador André Puccinelli, os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet e o deputado federal Carlos Marun.
Se isso se confirmar, ministros filiados à legenda deverão deixar os cargos, como os titulares da Saúde, Marcelo Castro, e da Agricultura, Kátia Abreu. Na noite de segunda-feira (28), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, se antecipou e pediu demissão.
Na carta entregue à chefe do Executivo, Alves diz que o vice-presidente Michel Temer é “companheiro de muitas lutas” e agradece a petista “por toda a confiança e respeitosa relação”.
O Palácio do Planalto teme ainda que mais partidos sigam o exemplo e deixem de apoiar o governo. Poucos partidos, basicamente de esquerda, se mantém na defesa do governo.
Enquanto isso, Dilma e seus aliados trabalham para barrar o impeachment na Câmara dos Deputados. O prazo para a entrega da defesa da presidente está terminando e o destino dela pode ser decidido no próximo mês.
Para tentar evitar esse “desembarque” do governo, o Planalto tenta esvaziar a reunião do PMDB na Câmara. A presidente articula com o ex-presidente da República e do Senado José Sarney e o atual presidente do Senado, Renan Calheiros.
Com isso, a mensagem que o Planalto quer passar é que o PMDB ainda vai continuar com o governo, com nomes de peso entre suas fileiras. O governo tenta ainda que membros do partido, com esse provável rompimento, votem a favor do impeachment.
*Com informações do portal G1 e do jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico
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