Depois de ver o PMDB, seu mais importante aliado, deixar a base de apoio, o governo já trabalha para dar mais espaço a outros partidos, como o PP, o PSD e PR. Com isso, a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), espera angariar votos suficientes para barrar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados.
Os três partidos disputam os sete ministérios e mais 700 cargos que o PMDB está deixando: o PP quer o Ministério da Saúde; o PR quer, além de permanecer no Ministério dos Transportes, ficar com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP/PR); e o PSD deseja ficar com o Ministério do Esporte.
Com essa redistribuição de cargos, a presidente espera ter os 172 votos necessários para derrubar o impeachment e criar um bloco de centro no Congresso, a exemplo da Assembleia Constituinte de 1987, que superou o PMDB.
O presidente do PSD e ministro das Cidades, Gilberto Kassab, relatou na segunda-feira (29) à Dilma que não liberou o partido a votar pelo impedimento na Câmara, então a presidente ressaltou que o PSD só terá mais espaço se mantiver fidelidade ao governo.
Caso o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), consiga manter de 15 a 20 deputados alinhados com o Planalto, o governo pretender manter um ministério – da Saúde ou da Ciência, Tecnologia e Inovação. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avisou que vai continuar na Esplanada, saindo até do PMDB se precisar.
Todo esse plano foi discutido na noite de segunda-feira entre Dilma; o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini; e o ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República; Jaques Wagner.
*Com informações do portal G1
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