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Internacional Sábado, 03 de Janeiro de 2026, 10:41 - A | A

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Queda do ditador

Lula reage a ataque dos EUA e diz que captura de Maduro ultrapassa limite aceitável

Após Trump anunciar captura de Maduro, presidente Lula pede resposta firme da ONU

Anderson Ramos Lino
Capital News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, na manhã deste sábado (3), o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a anunciada captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, conforme divulgado pelo presidente norte-americano Donald Trump. Em manifestação nas redes sociais, Lula classificou a ofensiva como uma grave violação da soberania venezuelana e cobrou uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios em território venezuelano e a retirada forçada do chefe de Estado do país representam um precedente extremamente perigoso para a ordem internacional. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.

O presidente destacou ainda que ações militares unilaterais violam princípios básicos do direito internacional e colocam em risco a estabilidade global. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, completou.

Defesa do multilateralismo e crítica à interferência

Lula ressaltou que a posição do Brasil é coerente com a política externa adotada pelo país em outros conflitos recentes, baseada na condenação do uso da força e na defesa do diálogo diplomático. Para ele, a ação dos Estados Unidos remete a períodos sombrios da história da América Latina.

“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, declarou.

Cobrança à ONU

O presidente brasileiro afirmou que cabe à comunidade internacional, especialmente à ONU, reagir de maneira contundente ao episódio, a fim de evitar novas escaladas militares e preservar a paz regional.

“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, concluiu Lula.

A manifestação do presidente ocorre em meio a uma forte escalada de tensão internacional, após Trump anunciar que forças norte-americanas realizaram uma operação militar em território venezuelano, atingindo Caracas e outras regiões estratégicas do país. O episódio reacende o debate sobre soberania, intervenções militares e o papel das instituições multilaterais na mediação de conflitos globais.


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