O acordo deve ser assinado em 30 de junho, segundo o jornal "The New York Times", que cita executivos do setor e um diplomata americano.
Nesses contratos, "serão estabelecidas as bases para as primeiras operações comerciais das grandes empresas petroleiras no Iraque, desde a invasão americana, e lhes será aberto um país novo e potencialmente lucrativo", destaca o jornal, ressaltando que a atribuição de contratos diretos é uma prática pouco comum nessa indústria.
Segundo o ministro iraquiano do Petróleo, Hussein Shahristani, esses contratos devem permitir o aporte de tecnologias modernas ao país, cujo Parlamento se dispõe a aprovar uma lei a esse respeito, afirma o "Times", acrescentando que os contratos podem permitir aumentar o nível de produção do país em 500.000 barris por dia.
Cinco consórcios negociam com o governo iraquiano esses contratos, de dois anos de duração, segundo a revista especializada MEES. As empresas eleitas poderão escolher ser pagas em dinheiro, ou em petróleo.
Os acordos englobam as jazidas petrolíferas de Kirkuk (Shell), Rumaila (BP), Al-Zubair (ExxonMobil), Qurna-Ouest/Fase I (Chevron e Total), da província de Missan (Shell e BHP Billiton) e os de Subba e Luhais (Anadarko, Vitol, e Dome, dos Emirados Árabes Unidos), informa a MEES.
As principais petroleiras mundiais - ExxonMobil, Shell, Total e BP, ou suas predecessoras - eram as acionistas da Iraq Petroleum Company (IPC), que detinha o monopólio sobre os recursos petroleiros do Iraque de 1925 a 1961.
Esses contratos, de assistência técnica, são acordos intermediários concebidos para acelerar o envolvimento das empresas estrangeiras no Iraque, no momento em que o Parlamento discute uma lei federal de hidrocarbonetos e se considera realizar, neste ano, uma convocação a ofertas para contratos de exploração, os quais devem contar com o aval legislativo.
Hoje, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, declarou que o governo dos EUA não está envolvido nos atuais contratos.
"O governo americano se manteve à margem da concessão de contratos pelo petróleo iraquiano. Trata-se de um tema que diz respeito ao setor privado", disse Rice, em entrevista concedida à rede FOX News.
Para ela, esses contratos esperados "mostram que o Iraque se torna interessante e testemunham o potencial desse país para se transformar em um produtor petroleiro ainda mais importante".
Ao mencionar a melhoria nas condições de segurança do país, Rice comentou que "os iraquianos, embora ainda devam adotar uma lei sobre o petróleo, já estão começando a atrair investimentos".
"É, realmente, um bom sinal. Será um bom sinal, se o Iraque puder aumentar sua produção, já que, evidentemente, a oferta e a demanda de petróleo são uma preocupação para todos nós", frisou. (Fonte: AFP)
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