O gol marcado pelo jogador Kanu, aos 43 minutos do segundo tempo, além de recolocar a SER Chapadão do Sul, de volta na Série A do futebol sul-mato-grossense, adiou por mais um ano a volta do Operário à mesma categoria.
O disputado neste domingo (9), em Chapadão do Sul, município localizado na região norte do Estado e distante da Capital a 386 quilômetros apresentou dois tempos distintos.
As ausências dos jogadores Jaime, reprovado nos testes físicos realizados antes da partida e o desligamento do atacante Careca, para se apresentar ao São Bento. Poderiam servir como um indicativo de certa forma ruim para o time campo-grandense.
Fabrício entrou no lugar de Jaime e não comprometeu assim como Erick que vinha atuando como titular do time, também não foi de tudo ruim. Mas a equipe de forma geral não esteve bem.
No primeiro tempo, o Operário não conseguiu reeditar o mesmo ritmo imposto na primeira partida ocasião em que o goleiro Alan Bahia foi apontado como o melhor jogador em campo.
Neste domingo, talvez pela necessidade de vencer o jogo, o time alvinegro até que tentou, mas não imprimiu o ritmo esperado e a impressão que se tinha, era de um “apagão” generalizado. Faltou o “clinch” decisivo do time.
Por sua vez, o time da SERC jogando com o regulamento debaixo do braço fez o dever de casa. Fechou-se bem evitando uma evolução maior por parte dos jogadores de ligação do Operário o que dificultava a chegada de bola para Erick ou Johnny.
Na SERC, Kanu foi uma figura apagada em campo e sem ele, o time da casa perdia em mobilidade para sair nos contra-ataques, que eram contidos pelas posturas ora dos meio-campistas do Galo ora pela defesa.
De forma geral, no primeiro tempo nenhuma das duas equipes apresentaram uma jogada mais aguda. Exceto o lance criado por Rafael Ricardo, que ao fazer um cruzamento colocou em evidência o desempenho do goleiro Alan Bahia. Nada mais.

O Goleiro é se tornou ídolo da torcida do Galo bateu a falta e a bola caprichosamente bateu na trave
Foto: A. Ramos/Capital News
No segundo tempo, o time do Operário voltou mais “acesso” e antes mesmo do primeiro minutos, o time alvinegro tinha a seu favor um escanteio e com três minutos de jogo, foram dois. No entanto o aproveitamento era pífio.
Gilmar até que tentou dar mais movimentação ao time promovendo alterações, entraram Fabinho, Santos e Wellington nos lugares do Jhonny, Agnaldo e Uelinton Santana mas nem, assim conseguiu romper a forte marcação imposta pela SERC. Santos e Rafael Ricardo exigiram duas belas defesas do goleiro Alan Bahia que demonstrou muito reflexo e evitou o gol do Galo.
À medida que o tempo passava aumentava também o nervosismo no time do Operário e disso a SERC passou a se aproveitar, e em um dos contra-ataques a defesa do Galo parou pedindo impedimento do jogador Michel que havia entrado na etapa complementar e ficaram três jogadores da SERC – Michel com a bola dominada, pela direita Sandrinho e pela esquerda Kanu – contra apenas o goleiro Filipi que no primeiro momento ainda defendeu o chute de Michel, mas a bola sobrou limpa para Kanu que marcou o gol da vitória e que valeu a volta do time á Série A, em 2015.
Em desvantagem no placar e mesmo sabendo que a missão no momento ficou impossível, o Operário não se entregou e foi em basca do empate e no último lance do jogo, o goleiro Filipi acertou o travessão do colega Alan Bahia, em cobrança de falta.
Depois do lance, o goleiro da SERC simulou uma contusão para “esfriar” os ânimos do time alvinegro e depois disso, foi esperar o apito final do árbitro João Lupato e festejar junto à torcida.

Jogadores do Serc Chapadão comemoram o Gol da vitória e do acesso para elite do Futebol do Estado
Foto: A. Ramos/Capital News
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