Depois do belo aperitivo para o Campeonato Estadual 2015 que foram as fases finais da Série B, culminando com a final incrível entre Serc e Corumbaense, fechando a competição com cinco mil pessoas no Estádio Arthur Marinho, as atenções se voltam para a preparação das equipes para a primeira divisão e também a formatação do campeonato, responsabilidade dos dirigentes da Federação e dos clubes.
Amarrados pelo Estatuto do Torcedor, o grosso do regulamento do campeonato não entrou em discussão e teremos o mesmo torneio de alguns anos, com dois grupos, os times disputando em turno e returno vagas nas quartas de final, depois semifinal e depois a decisão. Até aí, tudo bem, tudo certo, até porque, com o tempo disponível para disputa, é o formato possível.
A expectativa era pelo número de rebaixados. A TV sugeriu, ainda em 2012, um campeonato com dez clubes em 2016, com um formato parecido com o do Campeonato Paranaense. Para isso, quatro clubes deveriam ser rebaixados em 2013, 2014 - o que de fato aconteceu - e em 2015. Mas, no encontro da última segunda-feira, clubes e federação optaram por apenas dois clubes serem rebaixados e o acesso de outros dois, mantendo assim, os 12 times também à partir de 2016. Um tiro no pé.
O que levou os dirigentes a tomarem tal decisão não foi bem explicado, mas o medo da queda - já que da chave de seis clubes, dois seriam rebaixados - é a explicação mais provável. Assim, o futebol de Mato Grosso do Sul deixa, mais uma vez, passar a oportunidade de avançar, mantendo um formato que não chama a atenção do torcedor e sem apostar na qualificação dos clubes.
Em resumo, os clubes do Sul do Estado não enfrentam mais os da Capital e do Norte, a não ser em rápidas fases eliminatórias e isso está acabando com a rivalidade entre os clubes que não se enfrentam e acabando com a graça de confrontos que acontecem sempre. Por exemplo, o Sete de Dourados não enfrenta o Cene - tirando um amistoso em 2013 - há muitos anos. Por outro lado, Ivinhema e Naviraiense, uma das rivalidades mais legais do MS, devem mais uma vez abrir o Estadual. Haja paciência. São dez rodadas na primeira fase e depois mais seis para definir o campeonato. Com dez times, poderíamos ter uma primeira fase com todos contra todos em turno e returno em 18 rodadas e mais quatro para semifinais e final, todos os confrontos possíveis e cada time jogaria um mínimo de 18 jogos e não apenas dez. E, só para encerrar esse assunto, para efeito comparativo, dez é o número de clubes na Série A do Campeonato Mato-grossense já há alguns anos.
Competições Nacionais
Outro assunto tratado pelos dirigentes foi o destino das vagas do Estado nos campeonatos promovidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O assunto será definido na reunião derradeira agendada para o dia 15 de dezembro, mas um avanço parece que teremos. A opção equivocada de se indicar o campeão de um ano para a Série D do Campeonato Brasileiro apenas na temporada seguinte deve ficar para trás.
Na Copa do Brasil, nenhuma surpresa. Os finalistas do Estadual, merecidamente, ficam com as vagas do campeonato mais cobiçado pelo clubes. Para a Série D do Brasileiro, porém, a sugestão mais comentada seria de indicar o terceiro do Estadual, Terceiro!!! Ora, essa vaga deveria obrigatoriamente ser do campeão, teoricamente o melhor time do Estadual. Se por algum motivo esse abrir mão da disputa, aí sim se indica o vice, depois o terceiro. Para esse último, pode ser reservada a vaga na Copa Verde e fim de papo. Que a cabeça dos dirigentes esteja bem arejada no dia 15.
*Por Gazeta MS Rogério Vidmantas
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