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Economia Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 09:22 - A | A

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026, 09h:22 - A | A

Economia

Varejo ampliado volta a crescer em Mato Grosso do Sul e encerra ciclo de quedas

Termômetro da FCDL-MS aponta alta de 2,5% em 2025 e melhora no mercado de trabalho

Elaine Oliveira
Capital News

O mês de fevereiro de 2026 confirmou a retomada do varejo ampliado em Mato Grosso do Sul, superando o cenário de retração registrado nos últimos anos. Os dados fazem parte do Termômetro do Varejo, elaborado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS).

O varejo ampliado inclui bens não duráveis e semiduráveis, além de segmentos de maior valor agregado, como automóveis e materiais de construção. Conforme o levantamento, 2025 foi encerrado com crescimento de 2,5% no setor em MS, após dois anos consecutivos de queda.

Segundo a Federação, a tendência é de manutenção do crescimento, ainda que em ritmo moderado.

Mercado de trabalho impulsiona consumo

O aquecimento também é refletido no saldo positivo de 19,8 mil novas vagas formais criadas em 2025 no Estado.

“Esse indicador é um dos mais robustos do termômetro do varejo, demonstrando a forte capacidade de recuperação da economia sul-mato-grossense. Esse número não apenas supera o desempenho de 2024, como também reflete um dinamismo distribuído entre setores estratégicos”, destaca a FCDL-MS.

A Construção Civil liderou a geração de empregos, com 5.873 postos, seguida pelos Serviços, com 4.835 vagas, e pelo Comércio, que abriu 3.258 novos postos.

“Sob a ótica do varejo, esse dado é fundamental, pois o aumento da massa salarial e a estabilidade no emprego são os principais combustíveis para sustentar o crescimento de vendas, consolidando um ciclo de consumo mais seguro e previsível em Mato Grosso do Sul”, completa a análise.

Inflação e desafios

O setor, no entanto, também enfrentou impactos inflacionários. O IPCA medido em Campo Grande acumulou alta de 3,6% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, abaixo da média nacional de 4,4%, mas ainda pressionando parte do orçamento das famílias.

O grupo Habitação apresentou a maior variação, impulsionado principalmente pelo aumento de 17,3% na energia elétrica no Estado, tornando-se o principal foco de pressão para consumidores e para os custos operacionais do varejo.

Em contrapartida, o grupo Alimentação e bebidas registrou deflação de -0,2%, funcionando como fator de alívio no consumo de itens básicos.

Indústria recua

Enquanto o varejo e o setor de serviços avançaram 5,4%, a indústria sul-mato-grossense registrou retração de 12,9% na produção ao longo de 2025, indicando cenário mais desafiador para o segmento.

Mesmo com o desempenho industrial negativo, o Termômetro aponta que o comércio e os serviços seguem sustentando a recuperação econômica no Estado.

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