Buscando entender as suas origens e descobrir um pouco mais da história da cultura sul-mato-grossense, o escritor Kenneth Corrêa lançou, na manhã desta sexta-feira (6), o livro “Um Legado Forjado entre Rios – A História de Laucídio Coelho”, biografia dedicada a um dos pioneiros da pecuária brasileira.
A obra conta a história de um dos nomes mais importantes para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Laucídio Coelho, que completaria 140 anos em 2026.
O evento de lançamento aconteceu no antigo Hotel Campo Grande e contou com convidados expressivos, entre políticos, empresários e diversas personalidades do Estado. Também estiveram presentes pessoas que conviveram diretamente com o agropecuarista e outras que, mesmo sem tê-lo conhecido, reconhecem sua importância para a história sul-mato-grossense.
Segundo Kenneth, a escolha do antigo Hotel Campo Grande, prédio fundado por Laucídio em 1971, foi simbólica pela importância histórica do local.
A ideia do projeto nasceu da curiosidade em entender melhor as próprias origens e descobrir mais sobre a cultura sul-mato-grossense. A investigação começou de forma despretensiosa, mas ganhou proporção à medida que novas histórias surgiam. O autor relatou que o interesse aumentou ainda mais quando releu um livro escrito pelo bisavô em 1966 e decidiu aprofundar a pesquisa para compreender como a trajetória de Laucídio se conectava não apenas com a história da família, mas também com a do antigo Mato Grosso e do Brasil.
“Eu sou um bisneto, um ser humano que queria saber um pouquinho mais de onde veio essa história. Quando a gente entende de onde partiu, ajuda a saber para onde tem que ir”, relatou.
Kenneth também explicou o legado que pretende deixar ao lançar a obra.
“Ao escrever este livro, aprendi muitas histórias que nem a própria família conhecia, e isso é incrível. Se hoje existe um estado chamado Mato Grosso do Sul, há muitas fundações por trás disso. Descobri que Laucídio Coelho teve um papel fundamental, principalmente na comunicação do Estado. Ele mesmo criou um veículo de comunicação em Campo Grande para fazer contraponto aos veículos de imprensa de Cuiabá na época, porque Mato Grosso do Sul já era uma força econômica, mas a força política ainda estava lá”, explicou.
Kenneth contou que não chegou a conhecer o bisavô — Laucídio morreu em 1975, oito anos antes de ele nascer. Por causa disso, o autor promoveu um “encontro” simbólico entre os dois por meio de um convite produzido com inteligência artificial, que recria uma conversa entre bisneto e bisavô.
O material, divulgado para amigos e pessoas próximas, traz imagens do Hotel Campo Grande, onde ambos aparecem dialogando sobre a autoria da obra.
Para Kenneth, o livro busca mostrar a visão de alguém que conseguiu enxergar o futuro em uma terra ainda em formação.
“Chegar em um lugar que era só terra e conseguir imaginar o que aquilo poderia se tornar, e depois construir aquilo, é algo que pode inspirar qualquer área da vida”, finaliza.
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