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Meio Ambiente Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2024, 12:41 - A | A

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Seca Histórica

Nível do Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul cai para ponto crítico e escassez hídrica é prorrogada

Em Forte Coimbra, em Corumbá, o aumento foi de 10 centímetros, mas o nível ainda está negativo

Viviane Freitas
Capital News

Ministério de Minas e Energia

Em Forte Coimbra, em Corumbá, o aumento foi de 10 centímetros, mas o nível ainda está negativo

Em Forte Coimbra, em Corumbá, o aumento foi de 10 centímetros, mas o nível ainda está negativo

O nível do Rio Paraguai continua abaixo do normal para a época do ano, sendo classificado como “crítico”, conforme o 49º Boletim de Monitoramento Hidrológico da bacia, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). A situação preocupante reflete uma seca prolongada que afeta a região.

Em Ladário, o nível subiu 32 centímetros nos últimos 14 dias, atingindo 37 centímetros, enquanto a média histórica para o período é de 1,35 metro. Em Forte Coimbra, em Corumbá, o aumento foi de 10 centímetros, mas o nível ainda está negativo, com cota de -98 cm, muito abaixo dos 47 centímetros esperados.

No município de Porto Murtinho, o Rio Paraguai apresentou oscilações, com o nível registrado em 1,23 metro, sendo que a média para a data seria de 2,77 metros. Para a próxima semana, espera-se uma chuva de 56 milímetros, mas mesmo com a precipitação, os níveis de água devem permanecer críticos.

O monitoramento é realizado por estações telemétricas e convencionais, parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O Serviço Geológico do Brasil opera em 80% das estações, fornecendo dados essenciais para a gestão de recursos hídricos e prevenção de desastres.

Dada a gravidade da situação, a ANA prorrogou o decreto de escassez hídrica até 31 de janeiro. Em outubro, o nível do Rio Paraguai atingiu a marca histórica de -69 centímetros, o menor índice em 124 anos de monitoramento, o que intensificou a preocupação com a escassez de água na região.

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