Mato Grosso do Sul encerrou o mês de janeiro com chuvas abaixo da média histórica, conforme levantamento divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec). De acordo com os dados, os acumulados no Estado variaram entre 30 e 120 milímetros, volume considerado insuficiente para o período.
As regiões centro-norte e sudeste foram exceção e apresentaram os maiores volumes, entre 90 e 180 milímetros, ficando acima da média histórica. Ainda assim, o cenário geral foi de déficit hídrico: dos 63 pontos monitorados no mês, 59 registraram precipitações abaixo do considerado adequado.
Apenas três locais superaram a média, com destaque para o município de Inocência, a cerca de 337 quilômetros de Campo Grande, que registrou 276,2 milímetros de chuva em janeiro, o maior volume do Estado. Mesmo assim, o índice não foi suficiente para reverter o quadro negativo, mantendo desvio de 9% abaixo da média climatológica.
Segundo o boletim, janeiro de 2026 fechou com precipitação 33% inferior à média histórica em Mato Grosso do Sul, baseada em dados do período entre 1981 e 2010. Entre os municípios analisados, apenas Nova Andradina ficou dentro da normalidade esperada para o mês.
Na Capital, o acumulado registrado na região do bairro Panamá foi de 194 milímetros, número que também ficou abaixo do esperado, com déficit de 14% em relação à média histórica.
Além da escassez de chuvas, o calor intenso marcou o mês. Corumbá, na região da Fazenda Xaraés, registrou a maior temperatura do Estado, com 39,7 °C no dia 25 de janeiro. Porto Murtinho também enfrentou temperaturas elevadas, alcançando 38,9 °C.
Outro fator de alerta foi a umidade relativa do ar, que chegou a 18% em alguns momentos. O índice está bem abaixo do ideal para a saúde humana, estimado em torno de 60%, reforçando o cenário de desconforto térmico e riscos à população.
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