A afirmação do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) de que a Câmara de Vereadores estaria fazendo uma “barganha suja” para garantir aumento no repasse do duodécimo é repudiada pelos vereadores, inclusive de partidos aliados. Com o plenário lotado, a votação do projeto de lei que reajusta o salário dos servidores e o que poderia votar a lei sobre revisão nas formas de implantações de empreendimentos de imóveis se transformou quase que em um jogo de opiniões, já que os vereadores comentam mais a afirmação do prefeito do que votam a proposta, que foi aprovada.
O vereador Paulo Pedra (PDT) disse na tribuna que o projeto chegou à Câmara apenas esta manhã. "Se fossemos seguir o regimento, esse projeto nem poderia ser votado, porque o previsto é que os projetos sejam analisados com até 24 horas de antecedência. O que ocorreu foi uma benevolência do presidente da Casa, o vereador Paulo Siufi”, afirmou. Ele ainda disse que o prefeito fopi leviano em suas afirmações e que "ou ele prova o que falou ou terá que ser cassado".
Já o vereador Herculano Borges (PSC) esbravejoou: "O Nelsinho está equivocado. Não estamos barganhando nada”, afirmou. O vereador Lídio Lopes (PP) comentou que “não existe barganha, estamos pedindo mais tempo para o prefeito e somos parceiros da administração municipal.”
O prefeito já está na Câmara e ainda não se pronunciou sobre as opiniões. Ele está reunido com os vereadores nesse momento. Na manhã de hoje, durante evento no Dom Antônio Barbosa, sul da cidade, Nelsinho disse que temia que os vereadores não votassem o projeto como forma de “barganha suja”. O prefeito se referia a uma suposta tentativa de que o projeto não fosse votado para pressionar a administração municipal a conceder mais recursos referentes ao duodécimo da Câmara de Vereadores.
Ao assistirem a gravação com a declatação do prefeito, os vereadopres se mostravam incrédulos e também insatisfeitos. Eles assistiram através das câmeras das emissoras que acompanhavam o prefeito nesta manhã.
Mais de 300 servidores e sindicalistas acompanham a votação munidos de faixas e cartazes como forma de pressionar os vereadores a aprovarem o projeto. O reajuste varia de 5,3% a 9,67% dependendo da categoria. Guardas municipais também estão no local para garantir a integridade do patrimônio público.
Antes do início da sessão, vereadores e o secretário de administração, Jorge Matins, se reuniram para definir detalhes da votação. A reunião durou pelo menos meia hora. Ao abrir a sessão, o presidente da Casa de Leis, Paulo Siufi, lembrou que nenhum dos 23 vereadores está recebendo pelo expediente de hoje, que é extraordinário.(Modificado às 11h56 para acréscimo de informações)
Lucia Morel, Marcelo Eduardo e Eduardo Penedo - Capital News
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