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Política Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, 13:32 - A | A

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010, 13h:32 - A | A

Petistas dizem acreditar que mesmo se Lula não subir no palanque de Zeca, pedirá voto para ele

Marcelo Eduardo - Capital News

Os petistas da Assembleia Legislativa tentam apascentar discussões a respeito da possível falta do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva no palanque de José Orcírio Miranda dos Santos na disputa por tentar voltar ao governo de Mato Grosso do Sul.

Durante sua visita a Três Lagoas, na sexta, e em entrevista concedida ao jornal O Estado de Mato Grosso do Sul, Lula disse que gostaria de ver PT e PMDB de Mato Grosso do Sul apoiando sua candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

“Acho que o Lula fez o que se esperava. A prioridade do PT nacional é eleger Dilma. Isso foi votado pelo partido”, diz o líder da bancada, Amarildo Cruz.

Para ele, já não há mais muitas chances de André Puccinelli (PMDB) apoiar Dilma nacionalmente. Neste caso, porém, concorda que a situação seria incomoda para Lula, que não poderia, então, subir no mesmo palanque que Zeca. “Mas, se ele não vier, não vejo tipo de comprometimento porque ele vai gravar programa de TV. Não tenho dúvidas disso”, disse Amarildo à imprensa, na sessão de hoje (23), na Assembleia Legislativa.

Já o correligionário de Amarildo, deputado Paulo Duarte, é mais contundente. Ele acredita que André não deve apoiar Dilma porque “dividiria os votos”, por pensar que essa atitude do governador implicaria no lançamento da senadora Marisa Serrano (PSDB) ao governo.

Hipótese confirmada pelo presidente regional tucano, deputado Reinaldo Azambuja: “Nós vamos buscar apoio do PMDB, senão, é candidatura própria. Nossa posição é clara.”
Azambuja diz pensar que a presença de Lula em algum palanque não será primordial para a definição nas urnas. “A vinda do presidente aqui, num dia, num comício, não ganha eleição.”

No dia 10, durante encontro regional do PT, Zeca afirmou que não “depende de Lula” para ser candidato. “Eu não sou candidato porque tenho o apoio do Lula. O Lula é um estadista, vem para outra coisa. Minha candidatura não depende da vinda dele. Se tiver [apoio dele], ótimo. Se não, vou fazer igual em 98 [quando venceu sua primeira disputa pela Governadoria]. Vou tentar ganhar a emoção das pessoas”, disse à imprensa, naquela ocasião.

Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

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