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Política Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011, 08:20 - A | A

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011, 08h:20 - A | A

Apenas dois dos oitos deputados de MS votaram no mínimo de R$ 560

Eduardo Penedo (www.capitalnews.com.br)

Apenas dois dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul votaram na aprovação da proposta de aumento do salário mínimo para R$ 560. Esse valor foi uma proposta do Partido Democrata. Os dois deputados estreantes Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Reinaldo Azambuja (PSDB) fazem parte da base de oposição ao governo Dilma Rousseff (PT). A proposta inicial feita pelo Pálacio do Planalto foi do mínimo no valor de R$ 545 reais.

Confira os deputados que votaram contra o mínimo de R$ 560

Mato Grosso do Sul (MS)
Antônio Carlos Biffi PT Não
Fabio Trad PMDB Não
Geraldo Resende PMDB Não
Giroto PR Não
Mandetta DEM Sim
Marçal Filho PMDB Não
Reinaldo Azambuja PSDB Sim
Vander Loubet PT Não

 

Dentro da base aliada do governo houve também alguns infiéis. Apenas 15 deputados dos partidos governistas descumpriram a orientação do Palácio do Planalto e votaram a favor da emenda do DEM que fixava o salário mínimo em R$ 560. Nessa votação, a mais importante realizada ontem, a oposição faturou os votos de nove parlamentares do PDT, três do PP, dois do PT e um do PTB.


Na rejeição dos R$ 560, o governo contou com todos os votos das bancadas do PMDB, PSB, PR, PMN, PRB, PSC e PCdoB. O valor proposto inicialmente pelas centrais sindicais e depois encampado pelo DEM, R$ 15 a menos daquele apresentado pelo governo como limite máximo que ele estava disposto a aceitar, foi rejeitado por 361 deputados e aprovado por 120. Outros 11 se abstiveram de votar. No total, 492 parlamentares participaram da votação.

É um resultado excepcional para o governo Dilma. Primeiro, pelos números acima reproduzidos, que falam por si. Segundo, pela importância do tema. Em razão da origem sindical do principal partido governista, o PT, poucas coisas podem ser tão desgastantes para a base quanto votar contra aumentos para um piso salarial reconhecidamente baixo. Um sinal de céu de brigadeiro para o governo, ao menos neste início de mandato, nas próximas votações de grande impacto.

Terceiro, porque o governo, já favorecido pelas circunstâncias, se mostrou bem mais competente que a oposição na articulação política. Orientou claramente seus liderados (tinham que ser os R$ 545 e nenhum centavo a mais), envolveu ministros e líderes no convencimento das bancadas (todas ansiosas pela definição dos inúmeros cargos de segundo escalão ainda à espera de nomeações), e apresentou um discurso que oferecia a política de recuperação real implementada nos últimos anos (que elevou o salário mínimo de menos de US$ 90 para os mais de US$ 300 atuais) como garantia de que, passado o aperto fiscal, novos ganhos hão de vir até o final do governo Dilma. A lei aprovada já assegura a correção pela inflação mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes.

Dado esse contexto, era nenhuma a chance de vitória da oposição. Mas PSDB e DEM facilitaram a vida do governo ao cometer um erro de encaminhamento. Em vez de colocarem em votação a emenda original acordada pelo PV, PPS e PDT com as centrais sindicais (pelo mínimo de R$ 560, mas com antecipação de R$ 15 que seriam descontados no aumento do ano que vem), tiraram essa proposta de pauta, substituindo-a pela do DEM, favorável ao aumento imediato para R$ 560 (sem antecipação). O resultado foi que a maioria dos deputados do PV se absteve na votação da emenda, que conseguiu os votos de somente um terço dos pedetistas – estes, já sob intensa pressão palaciana.

Para piorar, tanto o DEM quanto o PSDB enfrentaram defecções em suas bancadas. Na votação dos R$ 600 propostos pelo PSDB, a oposição ficou sem o apoio do PV, de dois deputados tucanos (Manoel Salviano, do Ceará, e Berinho Bantim, de Roraima) e de sete parlamentares do DEM: os mineiros Jairo Ataíde e Vitor Penido, que se abstiveram; e ainda Lael Varella (MG), Mandeta (MS), Marcos Montes (MG), Paulo Cesar Quartiero (RR) e Paulo Magalhães (BA), que votaram contra. Na votação dos R$ 560, a maioria do PV se absteve e seis deputados de partidos oposicionistas votaram junto com o governo: Antônio Roberto (PV-MG), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Fábio Ramalho (PV-MG), Jairo Ataide (DEM-MG), Manoel Salviano (PSDB-CE) e Vitor Penido (DEM-MG).

Já o governo viu sair de suas hostes sete votos favoráveis aos R$ 600. Eles vieram dos seguintes deputados: Francisco Floriano (PR-RJ), Jair Bolsonaro (PP-RJ), Luiz Argôlo (PP-BA), Oziel Oliveira (PDT-BA), Sérgio Moraes (PTB-RS), Tiririca (PR-SP) e Zoinho (PR-RJ).(Com informações do Congresso em Foco)
 

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Orlando Possari Inácio Candido Ojeda 18/02/2011

Coincidentemente os dois dos partidos de oposição ao governo Dilma. Estamos ferrados mesmo, nem situação vota contra, nem oposição a favor. É o fim da política como ambiente de discussão, inteligência e resultados positivos. Tudo pau mandado, sem persona.

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