Deurico/Arquivo Capital News
Zeca cita que resolveu deixar o PT liberado para decidir, diante do impasse de ação no STJ
Os "custos elevados de campanha para governador", e o fato da possibilidade de ser ou não candidato neste ano ainda estar dependendo de decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram motivos cidados pelo ex-governador Zeca do PT ao divulgar nota há pouco confirmando que não será mais candidato ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano. Caso tudo corra como pretende, Zeca deve disputar uma cadeira de deputado estadual ou federal, ainda a ser definida. Leia a íntegra do comunicado:
"Nota Pública
Considerando o custo normalmente elevado de uma campanha a Governador de Estado;
Considerando que, na eventualidade de uma candidatura minha, corro risco de sair endividado e sem condições de pagar;
Considerando que até o momento a Direção Nacional do PT, ainda não definiu valores para as campanhas estaduais;
Considerado que ainda estou pendente de decisão do STJ, sobre ação vergonhosamente interposta pelo Ministério Público do MS, em clara manifestação de perseguição política de setores daquela instituição;
Resolvi, para deixar o PT liberado para suas decisões, comunicar minha desistência da candidatura a Governador
Atenciosamente, Zeca do PT"
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PT tem advogados Giselle Marques e Tiago Botelho como opções para o governo de MS
Fotos Divulgação
Agamenon diz que o PT vai definir entre Giselle Marques e Tiago Botelho para o governo
Após anunciar na quarta (06) a desistência do ex-governador Zeca do PT de disputar o governo de Mato Grosso do Sul (leia aqui), o PT quer definir até o início da semana que vem um nome para a sucessão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nas eleições deste ano. "Nós teremos candidatura própria para dar palanque ao presidente Lula no estado", disse ao Blog o presidente do PT de Campo Grande, Agamenon do Prado. Além do advogado de Dourados e professor de Direito da UFGD, Tiago Botelho, que é pré-candidato ao Senado, o dirigente petista disse que a advogada Giselle Marques, que no ano passado disputou a presidência da da OAB-MS, é outra opção do partido. "Eu defendi o nome da Giselle Marques em nossa reunião. Até sexta-feira ou no máximo segunda-feira devemos definir", afirmou.
PALANQUE PRESIDENCIAL – Agamenon do Prado citou que outros presidenciáveis terão palanque no estado e disse que Lula, líder das pesquisas nacionais, não pode ficar sem um candidato em MS. "Com o ex-presidente Lula liderando pesquisas, não podemos deixar de dar um palanque aqui no estado. O pré-candidato do governo do PSDB [Eduardo Riedel] se aliou ao Bolsonaro, e a Rose [Rose Modesto, União Brasil] parece caminhar no mesmo sentido. O ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, parece querer sair sem apoiar ninguém, sem se aliar a políticos sendo político, mas a gente respeita. E o ex-governador André Puccinelli não tem se manifestado sobre a eleição presidencial, acho que até por conta da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB)", acrecentou Agamenon.
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