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Diante dos obstáculos na pista, rolou nos bastidores da companheirada a possibilidade de o deputado federal Vander Loubet (PT) ir para o "sacrifício". Abriria mão da reeleição e seria suplente de Reinaldo Azambuja para o Senado. Eleito, o tucano teria apoio petista para virar prefeito de Campo Grande em 2016 e o PT conquistaria a cadeira de senador. A estratégia teria por finalidade viabilizar a aliança do PSDB na chapa a ser encabeçada por Delcídio (PT) ao governo neste ano. Na teoria, poderia até ser. Na teoria.
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Delcídio contra-ataca: "na baixaria, o outro lado tem muito mais a perder do que nós"
Questionado quanto a veiculação em Campo Grande de notícias de sua suposta participação em negociações da Petrobras, alvo de investigação, Delcídio do Amaral (PT) disse hoje ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, que isso ocorre em função "das eleições" e do "desespero" dos adversários. O pré-candidato ao governo de MS repetiu que essas coisas já foram levantadas em 2002, quando foi candidato, e que a intenção dos rivais é "desviar o foco e enganar a população com informações mentirosas".
"Não tem nada de novo nesse processo", salientou. "Isso tem sido martelado, tem uma origem muito bem determinada com nome e sobrenome", afirmou. "Se estão achando que é por esse caminho, vão dançar. Estão fazendo a velha política do atraso, do passado, achando que Mato Grosso do Sul é um curralzão". Delcídio avisou que se a campanha for discutida "na baixaria, eu acho que o outro lado tem muito mais o que perder do que nós". "A panela já destampou", disse.
"NA LATA"
Dizendo que vai responder aos ataques com "muito carinho" e "na lata", ao ser indagado pelo radialista Sérgio Cruz como pretende tratar "das denúncias contra seu adversário", Delcídio respondeu que vai cuidar "do interesse público". Sem citar nomes, mas mirando as gestões de seu principal oponente, o ex-prefeito da Capital e pré-candidato ao governo Nelsinho Trad (PMDB), disparou: "Coisas erradas foram feitas e não foram poucas, com relação as administrações de Campo Grande. Alí tem cada capivara que se começar a puxar uma atrás da outra não tem como explicar".
O petista salientou que há "coisas preocupantes, principalmente na saúde", setor que registra "os maiores escândalos que já surgiram em Mato Grosso do Sul. E vão surgir porque outras investigações estão sendo feitas". Afirmou ainda que são "denúncias absolutamente indefensáveis e mexendo com a saúde do povo que causa indignação que mato grosso do sul não aceita e não admite mais que uma área tão sensível tenha sofrido esse tipo de tratamento".
EFEITO DILMA
Instado a falar sobre se o desempenho de Dilma Rousseff não muito favorável nas pesquisas pode influenciar nas eleições no estado, Delcídio disse que tem feito avaliações. Afirmou entender que sua candidatura "é meio descolada das candidaturas à presidente, pelo menos até agora, inclusive com relação a apoios", mas frisou que está acompanhado de perto.
Para o senador petista, "o desgaste da presidenta Dilma nas pesquisas nacionais" pode ser atribuído ao fator político e à economia. Para ele, "falta ao governo Dilma uma articulação mais ampla", precisa "dialogar com o congresso, com os partidos, fazer política, coisa que o presidente Lula sempre fez com muita competência". Delcídio acredita, entretanto, que Dilma pode ser revertido e sugeriu: "Tem de ir pra mídia para mostrar o que tem sido feito".
Veja aqui em vídeo do site Via Morena do Sérgio Cruz, no YouTube, a entrevista.
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