Azambuja, o "forasteiro campo-grandense"
Em política, o que é usado como feitiço pode virar contra os feiticeiros pouco tempo depois.
Quando Reinaldo Azambuja (foto) anunciou que disputaria a prefeitura de Campo Grande pelo PSDB, tentaram colocar nele a "pecha" de "forasteiro" por ter sido prefeito de Maracaju (MS).
Blefadores fora, consumados os pedidos de registros na Justiça Eleitoral, constata-se que, dos sete candidatos que de fato foram à luta, só o tucano nasceu na Capital de MS.
Alcides Bernal (PP) e Marcelo Bluma (PV) são sul-mato-grossenses de Corumbá e Vander Loubet (PT) é de Porto Murtinho.
Os outros três são paulistas: Edson Giroto (PMDB) nasceu Oscar Bressan, Sidney Melo (PSOL) é de Guarulhos e Suel Ferranti é de Nova Luzitânia.
Isso significa...
...nada, absolutamente nada.
Felizmente, numa cidade construída com grande contribuição de colonos de vários países, ter nascido aqui ou acolá não significa que qualquer um deles possa ser um bom administrador ou não.
Os próprios cidadãos da cidade, que reelegeram André Puccinelli prefeito em primeiro turno disparado na frente e depois o ajudaram a eleger governador por duas vezes seguidas também em turno único, deram o atestado de aprovação de seu trabalho, desprezando adversários que o tentaram desqualificr só por ter nascido na Itália e migrado quando criança com a família para o Brasil.
Ou seja, essa conversa de onde nasceu o eventual governante possa influenciar o que ele poderá ou não fazer, só cola... pra quem não deve ter nada melhor a fazer.
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