Só três dos oito parlamentares da bancada federal de Mato Grosso do Sul - o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) e os senadores Valter Pereira (PMDB) e Marisa Serrano (PSDB) - assinaram o requerimento para criar a CPI Mista de deputados e senadores para investigar o repasse de dinheiro público ao Movimento dos Trabalhadores (MST). Antônio Cruz (PP-MS) foi um de 22 deputados que assinaram mas demonstraram ter sido convencidos à mudar de idéia, pois retiraram o nome do requerimento conforme lista divulgada hoje pela liderança do DEM. Porém, até a meia-noite de ontem, prazo limite para retirada de adesões, o requerimento registrada 210 deputados e 36 senadores. E como são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores, a CPI foi protocolada. Além de Cruz que mudou de opinião, da bancada federal de MS não assinaram o requerimento da CPI do MST os deputados Antônio Carlos Biffi e Vander Loubet (ambos do PT), Dagoberto Nogueira (líder do PDT), Geraldo Resende, Nelson Trad e Marçal Filho (do PMDB) e o senador Delcídio do Amaral (PT).
P.S.: Como são maioria, os governistas já se preparam pra assumir o comando da CPI do MST. Ou seja, é isso mesmo o que você leitor que já sabe como essas coisas funcionam tá sentindo... cheiro de orégano no ar e calor da lenha no forno pra assar a pizza de zebu.
Deputados do PMDB apóiam Moka para Senado
Os deputados estaduais Junior Mochi, Akira Otsubo, Maurício Picarelli, Celina Jallad e Youssif Domingos, todos do PMDB, promovem na manhã desta sexta-feira a partir das 9h na Assembléia Legislativa ato público de apoio à candidatura do deputado federal Waldemir Moka às prévias do partido marcadas para março de 2010. Moka disputa com o senador Valter Pereira o direito da candidatura PMDB a uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado em jogo nas eleições de 2010 na chapa encabeçada pelo governador André Puccinelli.
AJ diz que "Pussi" quer Picarelli no Povo da TV
- "O governador Pussi pressiona para obrigar a volta do deputado Picarelli à TV Campo Grande. Quer afastar Freixes de qualquer maneira. Mas uma cláusula contratual impede a recontratação do parlamentar pela TV Campo Grande, pelo menos nos próximos dois anos. Pussi ameaça..."
Mensagem postada hoje no Twitter por Antônio João Hugo Rodrigues, sócio-proprietário do Grupo Correio do Estado (que inclui a TV Campo Grande, afiliada SBT em MS), acusando o governador André Puccinelli (PMDB) de fazer pressão que o deputado Maurício Picarreli volte a comandar o programa Povo na TV na emissora onde foi substituído pelo ex-deputado Raul Freixes depois de romper com AJ para apoiar o italiano.
Fanático por publicidade, Lula detesta imprensa
Vale a pena ler abaixo o artigo "Perdoai-o, Pai, ele não sabe o que diz!" que o jornalista Ricardo Noblat acaba de postar em seu blog no site do jornal "O Globo" nesta tarde de quinta-feira:
"É espantosa a ignorância de Lula quanto à função da imprensa.
- 'Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar' - disse ele a Kennedy Alencar em entrevista publicada, hoje, na Folha de S. Paulo. E acrescentou:
- 'Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais'.
Como a imprensa pode ser "o grande orgão informador da opinião pública" se ela não examinar com atenção e rigor o comportamento e as decisões do governo? E como proceder assim sem que isso signifique "fiscalizar"?
Perdoai-o, Senhor, ele não sabe o que diz!
Uma vez, Lula admitiu que não gosta de notícia. Gosta de publicidade.
Quis dizer: gosta de elogios, de críticas, não.
Publicidade tem mais a ver com elogios. Jornalismo com críticas.
Sem ignorar a publicidade que denigre, comum em campanhas eleitorais. E o jornalismo sabujo e de aluguel, comum em qualquer época.
A entrevista de Lula à Folha será lembrada pela citação infeliz que ele fez de Jesus e Judas.
- Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.
Jesus morreu porque não abriu mão do que pensava. Não se coligou com as autoridades romanas nem com os sacerdotes judeus. Quanto a esses, expulsou-os do templo.
Sabia que seria traído por Judas. Não mexeu um dedinho para evitar que fosse.
Vai ver que Lula perdeu essa aula. Perdeu muitas outras."
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