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Prefeitura lança projeto para reduzir casos de sífilis

Conforme a Secretaria de Saúde, houve aumento nos casos da doença

Laura Holsback
Capital News

O projeto “Sífilis não, #testetratecure” é lançado nesta sexta-feira (15), às 8h, pelo Serviço de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande. O evento será no Auditório da Câmara Municipal às 8h e vai contar com a presença de profissionais que atuam nas 66 Unidades Básicas de Saúde (UBS/UBSF). O projeto tem como objetivos principais reduzir a sífilis adquirida e em gestante, além de eliminar a forma congênita da doença.

 

Divulgação

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A sífilis pode ser descoberta por meio de um exame de sangue comum

Segundo a Secretaria de Saúde, houve aumento nos casos da sífilis adquirida, saltando de 288 casos nos quatro primeiros meses de 2017, para 656 no mesmo período de 2018, que representa um crescimento de 127 pontos percentuais.

 

A sífilis em gestantes permaneceu estável no primeiro quadrimestre de 2018 com 171 casos, ante 167. Já a forma congênita da doença, quando é transmitida da mãe para o feto, a redução foi considerável: 79 nos primeiros quatro meses de 2017, contra 30 em 2018.

 

O aumento nos casos da sífilis adquirida está relacionado com a descentralização dos testes, que até então eram realizados em apenas dois locais em 2016 e passaram a ser ofertados em 68 unidades de saúde nos anos seguintes, como forma de favorecer o acesso ao diagnóstico e tratamento.

 

“A ampliação da oferta do teste rápido para sífilis em todas as unidades de saúde da Atenção Básica da Sesau facilitou o diagnóstico de pessoas infectadas e que podem realizar o tratamento na unidade próxima de casa”, explica a coordenadora do IST/AIDS da Secretaria, Denise Leite Lima.

 

O lançamento do Projeto “Sífilis não, #testetratecure” é para sensibilizar os profissionais da área da saúde a oferecer o teste rápido para detecção da doença em todas as ações realizadas pelas unidades, como no Grupo de Hiper Dia e Diabetes, para pacientes nas salas de espera, e para a população sexualmente ativa a fim de proporcionar o diagnóstico, o tratamento e a cura.

 

A sífilis tem cura é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e transmitida de uma pessoa infectada para outra durante o sexo desprotegido, através da transfusão de sangue e da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou no parto. A doença pode se manifestar em três estágios e os maiores sintomas ocorrem durante as duas primeiras fases, período em que é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas, e, por isso, dá-se a falsa impressão de cura da doença.

 

Sintomas

Entre 7 a 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado surgem os primeiros sintomas que são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços (ínguas) nas virilhas. Elas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, todavia, a pessoa continua doente e transmitindo a doença em relações sexuais desprotegidas.

 

Algum tempo após o período inicial da doença, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e quedas dos cabelos. Esses sintomas também desaparecem, dando a ideia de melhora. Entretanto, a doença pode fica estacionada por meses ou anos, até que surgem as complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar a morte.

 

Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.

 

Prevenção

O uso correto e regular da camisinha feminina ou masculina é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal de qualidade contribui para o controle da sífilis congênita.

 

Tratamento

O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência.

 

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