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Pacientes pedem conscientização sobre Fibromialgia e relatam dificuldades para tratamento

Hoje o diagnóstico é feito com base nos pontos de dor do paciente e na percepção dessa dor.

Flavia Andrade
Capital News

Izaias Medeiros/CMCG

Pacientes pedem conscientização sobre Fibromialgia e relatam dificuldades para tratamento

Hoje o diagnóstico é feito com base nos pontos de dor do paciente e na percepção dessa dor.

 

Durante audiência pública sobre Fibromialgia- Conscientizar para (con)viver bem, na Casa de Leis, a pedido da vereadora Enfermeira Cida Amaral, vice-presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quarta-feira (29), pacientes solicitaram conscientização sobre a doença e relataram dificuldades para o tratamento.

 

Profissionais da saúde também participaram do debate, com esclarecimentos sobre diagnóstico e enfatizando o papel da equipe multidisciplinar no tratamento. Médicos, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas passaram informações e destacaram o que pode ser feito para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. 

 

Para Josinete de Oliveira Pereira, da Afibro (Associação dos Portadores de Fibromialgia), “Temos ainda o sono não reparador, perda de memória, depressão, entre outros sintomas secundários, mas não menos desconfortáveis. Tudo isso em um corpo em que parecemos saudáveis. Por ser invisível, a fibromialgia trás sofrimento. Nesse processo, acostumamos a ouvir que estamos de mimimi, preguiçosa, não gosta de levantar cedo. Na verdade, a gente não tem condições. A doença é invisível, mas nós não somos”, aponta.

 

De acordo com a vereador Enfermeira Cida Amaral, “Chamei profissionais da saúde para que nos ajudem nessa causa. Falo sempre para minha equipe sobre o quanto é complicado lidar com a dor do outro, não precisa ser só a dor física, mas a psicológica”, destaca.

 

O Projeto de Lei 9.350/19, tramita na Câmara  de autoria da vereadora Enfermeira Cida Amara, para “Dia Municipal de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia, a ser comemorado no dia 12 de maio. Neste dia o Poder Executivo poderá promover eventos de esclarecimento e orientação, palestras de conscientização, e outras atividades educativas, por meio de ações integradas entre as Secretarias competentes ou em conjunto com as organizações da sociedade civil. A proposta prevê ainda o atendimento preferencial em empresas, bem como as vagas de estacionamento, para pessoas com Fibromialgia.   

 

Segundo o médico Izaias Pereira da Costa, doutor em Remautologia, “o diagnóstico é, muitas vezes, demorado porque a fibromialgia tem várias facetas. A síndrome clínica provoca dores por todo o corpo do paciente durante longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos e tendões, além de causar fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão, ansiedade e problemas na memória. A causa específica da doença é desconhecida, mas pode estar associada a desequilíbrios emocionais e estresse, além disso são pesquisados fatores genéticos.  Não se trata de uma doença isolada, mas de uma condição clínica, com várias manifestações, dores difusas corpo, cansaço extremo, sono não reparador. Há ainda depressão e ansiedade em mais de 50% dos pacientes. Estão presentes ainda alterações intestinais, como cólicas e dores abdominais”, pontua.

 

O debate contou também com presença de fisioterapeutas que falaram da importância da atividade física para amenizar a dor para os pacientes. A hidroterapia, pilates, osteopatia e o alongamento estão entre as práticas aplicadas. 

 

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