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Polícia Sexta-feira, 24 de Maio de 2013, 16:30 - A | A

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013, 16h:30 - A | A

Facção criminosa que mandava matar policiais movimentou R$ 3 milhões em 6 meses

Paulo Fernandes e Karen Andrielly- Capital News (www.capitalnews.com.br)

 Em coletiva de imprensa o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Marco Alex de Oliveira, falaou sobre a operação “Blackout” que foi deflagarada junto á Polícia Militar e a Agepen (Agência Penitenciária Estadual). em que uma facção criminosa que atua dentro de presídios mandava matar policiais, agentes penitenciários e integrantes da facção que eles consideravam desleais. A quadrilha ainda movimentava por meio de celulares e com ajuda de comprarsas cerca de R$ 3 milhões desde novembro de 2012 em Mato Grosso do Sul.

Foram bloqueadas 140 contas bancárias que movimentavam o dinheiro criminoso e foram transferidos 328 presos, de acordo com o coordenador do Gaeco, Marco Alex de Oliveira.

Ao todo eram 55 líderes sendo que 38 já estavam no sistema carcerário. As lideranças foram transferiadas  para o Presídio Federal, para ficarem incomunicáveis.

Já os demais presos foram levados para o Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

Por meio de aparelhos de telefone celular, os presos davam ordens de execução. O grupo ainda agenciava advogados para defender os criminosos. Esses advogados foram batizados de “Sintonia dos gravatas”.

Uma das agenciadas é a advogada recém-formada Daniela Dall Belo Tinoco, que está sendo investigada por formação de quadrilha e associação ao tráfico.

Segundo o Gaeco, ela passava informações dos presos para criminosos que estavam soltos.
Daniela recebia mensalmente para atender vários detentos ligados à facção criminosa e tinha que fazer  um relatório de prestação de contas para as lideranças.

Desde quando as investigações começaram, no início do ano, o Gaeco conseguiu impedir quatro atentados contra policiais e foram feitas dezenas de prisões. Os policiais foram orientados a tomar medidas de cautela para não dar oportunidade para a facção agir..

Outros integrantes do esquema não estão presos. Segundo o Gaeco, existem dez foragidos que fazem parte da organização.

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Foto: Divulgação

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