Em coletiva de imprensa o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Marco Alex de Oliveira, falaou sobre a operação “Blackout” que foi deflagarada junto á Polícia Militar e a Agepen (Agência Penitenciária Estadual). em que uma facção criminosa que atua dentro de presídios mandava matar policiais, agentes penitenciários e integrantes da facção que eles consideravam desleais. A quadrilha ainda movimentava por meio de celulares e com ajuda de comprarsas cerca de R$ 3 milhões desde novembro de 2012 em Mato Grosso do Sul.
Foram bloqueadas 140 contas bancárias que movimentavam o dinheiro criminoso e foram transferidos 328 presos, de acordo com o coordenador do Gaeco, Marco Alex de Oliveira.
Ao todo eram 55 líderes sendo que 38 já estavam no sistema carcerário. As lideranças foram transferiadas para o Presídio Federal, para ficarem incomunicáveis.
Já os demais presos foram levados para o Presídio de Segurança Máxima, em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.
Por meio de aparelhos de telefone celular, os presos davam ordens de execução. O grupo ainda agenciava advogados para defender os criminosos. Esses advogados foram batizados de “Sintonia dos gravatas”.
Uma das agenciadas é a advogada recém-formada Daniela Dall Belo Tinoco, que está sendo investigada por formação de quadrilha e associação ao tráfico.
Segundo o Gaeco, ela passava informações dos presos para criminosos que estavam soltos.
Daniela recebia mensalmente para atender vários detentos ligados à facção criminosa e tinha que fazer um relatório de prestação de contas para as lideranças.
Desde quando as investigações começaram, no início do ano, o Gaeco conseguiu impedir quatro atentados contra policiais e foram feitas dezenas de prisões. Os policiais foram orientados a tomar medidas de cautela para não dar oportunidade para a facção agir..
Outros integrantes do esquema não estão presos. Segundo o Gaeco, existem dez foragidos que fazem parte da organização.

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Foto: Divulgação



