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Polícia Terça-feira, 21 de Maio de 2013, 07:46 - A | A

Terça-feira, 21 de Maio de 2013, 07h:46 - A | A

Por unanimidade, policiais civis rejeitam contraproposta do Governo e mantém a greve

Jucyllene Castilho - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Por unanimidade, os policiais civis, das categorias de investigadores e escrivães, rejeitaram a contraproposta oferecida pelo Governo Estadual e decidiram manter a greve geral que iniciou na última sexta-feira (17). A decisão ocorreu na noite de ontem (20), durante assembleia na sede do Sinpol/MS (Sindicato da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o presidente do sindicato, Alexandre Barbosa da Silva, o governador manteve o índice de reajuste de 7% em 2013, 8% em 2014 e antecipou também para o ano que vem a proposta de 12%.

“O governo engessou o percentual oferecido para a categoria e não ofereceu nada mais além do que já havia proposto. A categoria está decidida em manter a greve”, destacou.

Além dos percentuais, o sindicato afirmou que o governador do Estado André Puccinelli disse que, para cessar o movimento grevista, aumentaria o número de vagas para a promoção funcional em 70% pelo critério de Antiguidade e 30% por merecimento, igualaria os policiais DAP (Direção de Assistência da Polícia) à 2ª classe e abonaria a falta dos policiais que estão participando do movimento de greve, porém, todas as propostas foram rejeitadas pelos policiais.

“O governador tentou de várias formas, acabar com a nossa greve, mas não quis entrar em um acordo que fosse positivo para a categoria. Manteve o mísero aumento de 7% e a categoria não está mais disposta a aceitar o descaso do governo. Portanto a greve continua”, disse Barbosa.

A assembleia, formada por 300 policiais da Capital, que estava marcada para as 18 horas, começou com 2 horas de atraso, já que a diretoria do sindicato foi chamada novamente para ouvir uma nova proposta do governo.

“Esperávamos que o governador fosse apresentar uma proposta para entrarmos em acordo, no entanto, manteve o que já havia dito, o que gerou mais indignação na categoria”, disse um dos policiais presente.

Manifesto – Para pressionar os deputados estaduais a não votarem a proposta de reajuste e o fim da 4ª classe (inicial), os policiais civis farão uma nova manifestação na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (21), às 09h00 da manhã.

“Vamos estar lá, mais uma vez, juntos, para impedir que essa proposta seja aprovada pelos deputados”, disse o presidente.

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