Desimportante. A quem diga que a “desimportância” de Manoel de Barros é essencial para se entender a si mesmo e as coisas simples da vida.
Nascido em Cuiabá (MT), no Beco da Marinha, bem ao lado do rio que batiza a cidade, ele se propôs a ser o poeta do desimportante, das coisas e bichos que pareciam sem importância para muitos. Logo cedo mudou-se para Corumbá. Na Cidade Branca, distante 417 quilômetros da capital do Estado, aprendeu sobre tudo do Pantanal e do pantaneiro, sendo um pouco de um e muito do outro. Atualmente, mora em Campo Grande.
“(...) Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os/ besouros pensam que estão no incêndio./ Quando o rio está começando um peixe,/ Ele me coisa/ Ele me rã/ Ele me árvore(...).” Assim, como neste trecho da obra " Livro das Ignorãças" (de 1993), é que Manoel Wenceslau Leite de Barros se torna uma dos mais célebres e premiados (mais de uma dezena de premiações) poetas nacionais.

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Foto: Thiago Moser/Coletivo Morena Foto
Pois bem... agora, um grupo de fotógrafos não profissionais resolveu tentar transformar isso tudo em imagens.
Coletivo de Fotografia Morena Foto é formado por quatro diretores e cinco conselheiros. No site oficial da turma, eles contam que “têm sua história ligada ao movimento de diversos fotógrafos, profissionais e amadores na cidade que, durante vários anos, vêm articulando saídas fotográficas, expedições fotográficas, oficinas de fotografia, e exposições coletivas.”
A mais nova “viagem” do grupo formado por Ari Lopes da Rosa, Thiago Moser Pereira, Eliel Souza Freitas Junior, Roberto Peres de Souza Junior (diretores), Raquel Ovelar Rodrigues Felix, Marcos Alberto Higa, Waleska Gabrielly Monteiro Cezarett, José Roberto Araujo Braga e Flaviane Gisuato Morandi (conselheiros) – conforme site da Federação Brasileira de Fotografia – é a biografia de Manoel de Barros.
Segundo o site do grupo, “o Coletivo Morena Foto propôs a si mesmo o desafio de fotografar o lirismo, a imaginação, as ‘desinvenções’ e todas as derivações possíveis da poesia, dos sons e das ‘desimagens’ produzidas ao ler Manoel de Barros”.
“Esse é um projeto que não termina em uma única saída, mas essa foi a primeira de uma série que irá conduzir, pelos caminhos e descaminhos de Campo Grande, para a construção de imagens coletivas, de olhares diferentes, sabores diferentes, sons diferentes, alimentados pela mesma essência: os gosto pelos microuniverso em Manoel de Barros”, complementam.
As fotos podem ser vistas no site oficial do grupo (http://www.morenafoto.com.br/forum/portal.php?t=151)

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Foto: Coletivo Morena Foto
Por: Marcelo Eduardo - (www.capitalnews.com.br)
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