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Polícia Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 18:48 - A | A

Sexta-feira, 21 de Maio de 2010, 18h:48 - A | A

Policiais Civis de São Paulo registram BO contra federais de MS por abuso de autoridade

Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os policiais civis de Araçatuba (SP) abordados pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul (PF-MS) registraram boletim de ocorrência contra os agentes por abuso de autoridade e constrangimento ilegal, devido à operação realizada na noite dessa quinta-feira (20) na rodovia BR-262, no município de Três Lagoas (distante 334 quilômetros a leste de Campo Grande). Eles alegam que os agentes agiram com extrema violência, mesmo se identificando como policiais em operação no Estado.

Por volta das 22h de ontem, os policiais federais receberam uma denúncia anônima de que uma viatura da Polícia Civil Paulista estaria seguindo pela rodovia com várias armas contrabandeadas da Bolívia.

Às 23h, a viatura da Polícia Civil com três investigadores e o preso José Antônio Scatolin, que estava sendo levado de Corumbá para o interior do Estado de São Paulo, passou pela base da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul (PRF-MS) sendo interceptada de imediato pelos agentes federais.

A situação se complicou com a chegada do delegado da Polícia Civil Carlos Henrique Cotait e os repórteres da Rede Globo de Televisão Maurício Ferraz e Eduardo Mendes, que estavam gravando uma matéria para o Fantástico sobre a operação de busca ao pecuarista José Antonio Scatolin.

O delegado Cotait, ao descer da caminhonete para tomar conhecimento do que estava ocorrendo com os policiais que estavam em sua companhia, observou que os três investigadores estavam algemados e encostados na parede, assim como as armas e os materiais usados na operação para dar cumprimento a mandado de prisão preventiva contra Scatolin.

O delegado procurou os delegados da PF para saber o que estava acontecendo, porém, foi informado que teria que esperar terminar as buscas.

Cotait explicou aos delegados sobre a operação para prender Scatolin realizada em Mato Grosso do Sul com o apoio de policiais civis da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) de Campo Grande, mesmo assim foi determinado para que ele esperasse.

O veículo onde estava o delegado e a equipe da Rede Globo também passou por uma busca tendo a lanterna traseira quebrada durante a vistoria.

O mal entendido só foi resolvido com a chegada do delegado da Polícia Federal de Três Lagoas que explicou sobre a denúncia recebida inicialmente pelos agentes. Após o mal entendido entre os policiais dos dois estados, o delegado da Polícia Civil de São Paulo procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas e registrou o boletim de ocorrência.

Disparo acidental

Segundo o repórter da Rede Globo, Maurício Ferraz, um policial federal teria sido atingido por um disparo acidental de seu companheiro no momento em que comemoravam o sucesso da operação, onde, supostamente, teriam desmantelado um esquema de contrabando de armas da Bolívia, onde na verdade se tratava de armas da Polícia Civil.

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Acima, o policial que supostamente teria sido atingido acidentalmente por um colega. PF nega versão de jornalista da Rede Globo
Foto: Reprodução/Globo

A Superintendência da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul emitiu nota explicando que o incidente ocorreu isoladamente à abordagem feita aos policiais civis de São Paulo. Segundo a Polícia Federal, o gatilho da arma do agente teria se enganchado no seu colete e disparado acidentalmente, atingindo seu dedo anular.

O policial foi socorrido e encaminhado para o Hospital Auxiliadora em Três Lagoas.

Veja os vídeos sobre o caso



Videos: TV Tem


Video: Globo.com


Por Jefferson Gonçalves - Capital News

 

 Veja também:

 21/05/2010 - 16:55
  PF de Três Lagoas intercepta viatura da Polícia Civil de SP após denúncia de tráfico de armas

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jonas almeida 09/07/2010

É lamentável que muitos falam sem mesmo ter noção dos fatos, se espressam conforme acham. O fato, sim lamentável. mas a verdade pura é que a informação chegou e por sinal muito clara de várias fontes, citava que SE TRATAVA DE VIATURA OFICIAL DE VERDADE, COM POLICIAIS DE VERDADE, TRANSPORTANDO UM PRESO DE VERDADE PARA AJUDAR NO DISFARCE DO ATO, E ESTARIAM APROVEITANDO PARA TRAZER ARMAS DA BOLIVIA OU PARAGUAI E VINHAM PARA PARA PASSAR DE QUALQUER JEITO. Então eles sabiam que eram policias sim, porque a informação dizia isto e diante destes fatos, foi preparado todo este aparato pois, era uma situação de alto risco. Como disse muito bem o colega acima, a bola de cristal estava desligada sim. Agora cabe aos orgãos competentes de investigação, buscar a fonte da denúncia. Segundo o mesmo passarinho que informou esta história, declarou que a denuncia veio do pai do preso, empresário forte de Araçatuba e queria criar uma forma de safar o filinho desta situação, como citei, preso na viatura.

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gilmar 30/05/2010

No minímo a polícia federal rica em aparatos e meios de comunicação deveria se informar melhor, se organizar com conhecimento da operação. Imaginem se fosse o contrário? Policiais civis abrodando federais. Imaginem se essa denúncia anônima tivesse partido de uma organização criminosa, para que o preso pudesse ser resgatado no momento do mal entendido? Imaginem se esses policiais federais da operação fossem criminosos disfarçados? Porque bandido existe em todo lugar e disfarce também? Mas o que vale é a arrogância, porque a identidade dos polciais civise as viaturas podem ser checadas de imediato, inclusive pelo infoseg e pela prodesp, havia meios de se ter evitado essa palhaçada. Eu gostaria que o preso tivesse sido resgatdo nas mãos do federais. ISSO É UMA VERGONHA. A POLCIA CIVIL DE SÃO PAULO É MUITO MELHOR PREPARADA QUE A PF E NÃO ANDA DE SALTO ALTO.

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Luiz 26/05/2010

Salários altos e competência baixa! Façamos o mesmo com as viaturas da PF e PRF para saber se eles irão gostar! Idiotas!

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mateus 23/05/2010

Uma equipe de policiais está em uma barreira no meio da madrugada, quando recebe uma denuncia de que contrabandistas de armas fortemente armados estão seguindo em direção a São Paulo com identidades falsas, pois bem, todos se preparam para a abordagem do referido veículo. No momento em que abordam um veículo com as mesmas características do veículo alvo da denúncia, se deparam com indivíduos fortemente armados se dizendo policiais civis de São Paulo. Pois bem. O que fazer? 1) Acreditar na versão dos indivíduos, afinal carteira de policia não se compra em qualquer esquina, e nunca houve nenhuma carteira de policial falsa na história das polícias, portanto, dar-se-ia as costas para eles e liberá-los-ia com as respectivas armas na cintura e com artilharia pesada na mala. 2) Conversaria com eles, sem desarmá-los, assumindo o risco, de que, caso sejam eles realmente bandidos, como previa a denuncia, matassem meia dúzia de policiais da operação e ferissem a outra meia dúzia que restou. 3) Determinar que eles aguardassem no canto, ao lado dos policiais federais, sem desarmá-los, enquanto se checava, em meio à madrugada, a veracidade das identificações, assumindo assim o mero risco de virarem peneiras federais de balas de possíveis contrabandistas de armas. 4) Algemaria todo mundo, faria a abordagem de acordo com as regras de segurança, e depois, caso fosse comprovada a alegação dos indivíduos, liberá-los-ia para seguir viagem. Eu voto na opção 4, pois a minha bola de cristal ultimamente esta com defeito e me disseram que existem carteiras de polícia falsa por aí. Acreditem. Ahhh.... e quanto a comemoração com um tiro na dedo, é uma nova forma de comemoração...Na policia agora é moda, vocês não sabiam? Éhh...verdade...toda vez que apreendemos armas, nós temos o novo costume de comemorar com um tiro no próprio dedo... Coisa de modismo... dizem que dá sorte...

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André Nunes Gonçalves 23/05/2010

Quanto sensacionalismo por parte da imprensa. Ninguém se coloca no lugar dos policiais. Diante de toda essa situação, até que se prove o contrário meu amigo, é todo mundo bandido. O repórter Maurício Ferraz ainda tem a coragem de dizer que não pareciam policiais. Você tá de brincadeira ow. Lamentável.

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5 comentários


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