A partir de 28 de fevereiro, o preço da passagem do transporte coletivo em Campo Grande sobe de R$ 2,50 para R$ 2,70. O reajuste de 8% foi definido nesta sexta-feira (18) pelo prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho.
O valor foi baseado na planilha elaborada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que apontam o valor de R$ 2,6830 para a tarifa. O estudo da universidade foi entregue ao prefeito e à Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados.
Segundo Rudel Trindade, diretor da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), optou-se pelo arredondamento para evitar problemas de troco. A tarifa no “fresquinho” passa de R$ 3 para R$ 3,20.
Rudel destaca que o reajuste concedido está abaixo da inflação acumulada dos últimos dois anos que ficou em 11,1% e abaixo do salário mínimo, que terá correção de 8,8% a partir de março.
Com o novo valor, o preço da passagem de ônibus na Capital fique entre o sexto e o sétimo mais caro do país. De acordo com a Agetran, 28% dos usuários do transporte coletivo não pagam tarifa, sendo os idosos a maioria.
Para o presidente da Agetran, o orçamento de 45% dos usuários não será impactado pelo reajuste. São usuários que trabalham com carteira assinada e recebem o vale-transporte, que limita em 6% do salário a despesa com ônibus. Com isto, quem ganha o mínimo – de R$ 545 a partir de 1º de março – irá gastar R$ 32,70 por mês com transporte.

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