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Quarta-Feira, 22 de Julho de 2015, 11h:58
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Servidores públicos federais protestam no centro de Campo Grande

Em torno de 200 pessoas de vários sindicatos protestaram contra as negociações sobre reajuste salarial da categoria

Elizângela Lemes
Capital News

Deurico/Capital News

Servidores públicos federais protestam no centro de Campo Grande

Em torno de 200 pessoas de vários sindicatos protestaram contra as negociações sobre reajuste salarial da categoria

Os servidores públicos federais realizaram uma passeata na manhã desta quarta-feira (22), pelas ruas do centro de Campo Grande. Conforme a direção do evento, a ato tem como objetivo protestar contra o rumo das negociações referentes à Campanha Salarial 2015, sobre reajuste das categorias, que está em negociação junto ao Ministério do Planejamento. Servidores soltaram balões brancos representando a falta de contratação de novos funcionários públicos.


De acordo com Marcos Khadur Rosa Pires, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF/MS) a categoria participou da passeata para pedir a reestruturação de carreira dos policiais. “Nossa mesa está aberta para negociações, porém, até o momento, não recebemos nenhuma devolutiva do Governo. Já foi apresentada nossa proposta no dia 12 de maio e até agora não recebemos nenhuma contrapoposta.”

 

Deurico Ramos/Capital News

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Marcos Khadur Rosa Pires, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais disse que a categoria pede a reestruturação de carreira

Segundo ele, a Polícia Rodoviária Federal é que tem o piso salarial mais defasado se comparado a outras categorias, como polícia federal por exemplo. “Nosso concurso é de nível superior, mas dentro do quadro de segurança é o que tem o pior salário comparado a outras categorias. Não tem nenhuma outra carreira tão defasada como a nossa. Os 15,8% de reajuste dado pelo Governo Federal não amortizou as perdas salariais, que equivale atualmente a 34% de perda salarial”, explicou Khadur.


A questão do efetivo é outro ponto abordado pela categoria, pois Mato Grosso do Sul possui atualmente 517 policiais rodoviários. “A defasagem da PRF é grande, porque estamos trabalhando com apenas dois agentes nos postos de fiscalização, quando o ideal são seis policiais. Então precisamos de um aumento no efetivo e reestruturação do plano de carreira”, ressaltou.

Deurico Ramos/Capital News

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Para o presidente do Simsprev, José Henrique Martini, das 69 agências do INSS, em torno de 60 estão em greve


A passeata contou com a presença de categorias que já estão em greve ou que pretendem aderir ao movimento grevista. É o caso do Sindicato Estadual dos Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social de Mato Grosso do Sul (Simsprev), dos servidores do INSS. Em greve desde o dia 17 de julho, a categoria pede reajuste salarial de 27%, redução da carga horária para 30 horas semanais e a realização de concurso público. “Das 69 agências do Estado, em torno de 60 estão paralisadas. Só está funcionando perícia e tem um funcionário para reagendar os serviços que estavam marcados. Esse reagendamento também pode ser feito pelo site e pelo telefone disponibilizado para isso”, informa o presidente do Simsprev, José Henrique Martini.


A greve nacional do INSS começou no dia 7 de julho e das 1100 agências espalhadas pelo país, 900 estão paralisadas. O Governo Federal ofereceu 21% dos 27% reivindicados pela categoria, parcelados em quatro anos, o que foi rejeitado pelo Comando de Greve. O Simsprev estima que em torno de 500 pessoas em Campo Grande já foram afetadas pela greve do INSS que continua.

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Para Agnaldo Cardoso do Comando de Greve da UFMS é muito boa essa união de força dos servidores públicos federais


O AdufMS (Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras) e o Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino do Estado de MS), também participaram da passeata. Para Agnaldo Cardoso do Comando de Greve da UFMS é muito boa essa união de força dos servidores públicos federais. “Nossa negociação continua porque até o momento temos apenas reuniões e nenhuma contrapoposta que contemple o que a categoria reivindica”, disse.  Ao todo 10 mil alunos da UFMS da Capital estão sem aula e o calendário acadêmico foi suspenso. Os servidores administrativos da UFMS entraram em greve no dia 28 de maio e os professores da UFMS, no dia 15 de junho.

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Daniel Yamamoto da Associação de Servidores do Incra informa que o órgão fará reunião na sexta para decidir indicativo de greve


Indicativo de greve do Incra
Conforme Daniel Yamamoto da Associação de Servidores do Incra, afiliado ao Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais (Sindsep-MS), o órgão deve fazer uma assembleia na sexta-feira (24) para decidir o indicativo de greve. A categoria pede novo concurso ( o último foi em 2010) e reajuste salarial. “Essa reunião irá decidir pela paralisação do Incra no dia 27 de julho. Pedimos a equiparação da nossa carreira com a do Ibama. Em 2012 eles receberam um reajuste salarial e naquele ano, nós não tivemos nenhum reajuste. Com isso, temos perdido em torno de 70% do nosso quadro de funcionários, porque as pessoas migram para outros concursos”, disse.


A concentração da passeata aconteceu em frente à Praça do Rádio Clube, na avenida Afonso Pena e percorreu as ruas 14 de julho e Barão do Rio Branco, onde ocorreu o encerramento, seguido por discursos de lideranças sindicais.

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