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Cachorro e cadáver sintético chegam às faculdades de medicina no Brasil

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Protótipos visam substituir cadáveres humanos e o sacrifício de animais

Istock Photos

ColunaEducaçãoECarreira

A companhia norte-americana de fabricação de modelos sintéticos para aulas de anatomia, Syndaver Labs, e a startup brasileira Csanmek, especializada em sistemas e soluções para o mercado educacional, lançaram uma parceria para a produção de um modelo humano e canino sintético para treinamento e simulação cirúrgica nas faculdades de medicina e medicina veterinária.

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Apelidados de SynDaver Human e SynDaver Canine, as estruturas sintéticas possuem densidade e textura similares às da anatomia humana e canina. Por causa disso, são próprias para cirurgias, dissecações e outros procedimentos médicos e veterinários. Os protótipos são tão realísticos que são capazes de sangrar durante uma cirurgia, além de respirarem. Com todos esses órgãos e características incrivelmente semelhantes, os estudantes poderão ter uma experiência mais aproximada da realidade das profissões de médico e veterinário.


Os modelos realísticos seguem uma tendência mundial de substituir cadáveres no estudo da medicina e o sacrifício de animais em cursos de veterinária. Os produtos devem custar entre 200 mil e 700 mil reais no Brasil. Eles serão utilizados em conjunto com a plataforma de simulação cirúrgica e dissecação virtual da Csanmek, já utilizada em cerca  de 60 instituições de ensino ao redor do país.


O sistema funciona como uma mesa, capaz de exibir modelos tridimensionais  de todos os sistemas do corpo humano, além de oferecer integração entre os hospitais e as salas de aula. Com a plataforma, os professores podem converter tomografias e ressonâncias magnéticas em 3D.


A primeira instituição de ensino a receber o cachorro sintético foi a Faculdade das Américas (FAM), em 2017. O dispositivo sintético integra o sistema multidisciplinar da FAM para o ensino da veterinária. “Todos os anos, milhares de animais são sacrificados para o ensino. Essa tecnologia foi desenvolvida para reduzir esses números e modificar esse cenário, pois o simulador cirúrgico permite que os alunos utilizem um modelo realístico com todos os sistemas e órgãos na mesma coloração e densidade dos reais”, disse o Claudio Santana, fundador da Csanmek Tecnologia, na época da novidade.

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