Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo (MTur) à Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela indicadores positivos sobre turismo de Negócios e Eventos no Brasil. Os números foram apresentados ontem (13) pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto, e pela presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Pires.
O estudo analisou a movimentação econômica e o perfil do turista estrangeiro que participou de eventos técnico-científicos (conferências, colóquios, encontros, congressos, fóruns, simpósios, reuniões, wokshops, competições, seminários) de 36 áreas, realizados entre setembro de 2007 e dezembro de 2008 no país.
Os pesquisadores entrevistaram 5.132 participantes estrangeiros de eventos sediados por 14 cidades brasileiras. O estudo detalhou além do gasto médio e o perfil do turista, o tempo de permanência no país, a imagem em relação à cidade que sediou o evento e a intenção de retorno ao país.
Segundo o ministro Luiz Barreto, “sediar eventos é apresentar-se ao mundo”.
Números
Diretamente, os eventos injetaram US$ 34,9 milhões na economia nacional, dos quais U$ 21,5 milhões (61,5%) correspondem às despesas com hospedagem e alimentação. “Os números mostram que este é um turista diferenciado, com nível escolar superior, alto poder aquisitivo e que busca praticidade, comodidade, atendimento e equipamentos de altamente qualificados. Essas características se refletem nos gastos desses turistas”, afirmou Barreto.
O gasto dos visitantes estrangeiros também gerou um valor agregado de US$ 16,3 milhões, sendo que US$ 11,3 milhões foram destinados a pagamento das remunerações dos trabalhadores e à geração de 1.563 empregos.
A pesquisa mostrou que a maioria dos turistas vieram dos Estados Unidos (10,84%), Argentina (8,12%), Alemanha (4,29%) e Inglaterra (4,25%). O desejo de retorno foi expresso por 92,57%, sendo (75,6%) por motivos de lazer e (28,9%) negócios.
Pensando no futuro, como a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o ministro disse que o resultado é uma radiografia que orienta para balizar o trabalho. “O país vai bem, mas os desafios são enormes”, afirmou.
Segundo Barretto, nos próximos anos será destinado dinheiro para capacitação de novos profissionais e reciclagem dos antigos. “Vamos destinar R$ 440 milhões em projetos e ações para promover a certificação e a reciclagem do conhecimento de mais de 300 mil profissionais da cadeia turística. E outros R$ 200 milhões em ações de promoção internacional, direcionadas segundo as especificidades e os interesses de cada país”, explicou. ( com informações do Ministério do Turismo)
Por: Nadia Nadalon-estgiária (www.capitalnews.com.br)
