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Reportagem Especial Sábado, 03 de Outubro de 2009, 11:23 - A | A

Sábado, 03 de Outubro de 2009, 11h:23 - A | A

“‘F’ de Fiorino e 250 porque eu quero”

Marcelo Eduardo - Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

O empresário Hemerson Sampaio Nogueira, 36 anos, já pregou muita peça nos amigos com sua F-250. Sim, uma caminhonete, mas não como a possante da Ford, mas sim uma Fiat Fiorino verde, bem menos robusta. A traseira do utilitário é estampada por um adesivo: “F-250 Forever”. “Forever é para sempre em inglês. ‘F’ de Fiorino. 250 porque eu quero”, explica.

Hemerson é proprietário da oficina autocenter Kapital, na rua 14 de Julho [próximo ao colégio Dom Bosco]. Ele conta algumas das brincadeiras e gozações com os amigos por conta do veículo e sua paixão por ele.

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Adesivo foi colocado para expor a todos o sentimento de carinho extremo pela caminhonete
Foto: Deurico/Capital News

A história de Hemerson com sua F-250 começou há oito anos, quando um cliente lhe procurou para consertá-la. “Eu comprei essa Fiorino de um senhor que veio aqui para eu consertar ela. Ele falou para mim: ‘Hemerson, vamos arrumar esse carrinho! Você vai arrumar ele para mim. Falou com uma convicção que eu iria arrumar que me impressionou. Passou uns dias, ele faleceu e a filha dele me vendeu o carro. Como eu fiquei com essa situação, essa frase, na cabeça ‘você vai arrumar esse carro’, eu sempre fui arrumando ele por etapas.”

Hoje, ela é uma caminhonete toda mexida. Tem peças de outros carros da Fiat. Tem ar condicionado, tem toda suspensão, freio, pintura, novos. “Eu reconstruí ela toda”, diz Hermerson, orgulhoso.

Assim como o antigo dono, Hemerson passou a gostar do veículo de uma maneira peculiar. “Eu também passei a gostar dessa Fiorino e coloquei apelido nela de F-250. ‘F’ de Fiorino e 250 porque eu quis colocar.”

“O senhor foi roubado”

Hemerson conta uma situação inusitada envolvendo sua paixão.

“Eu fui jogar bola lá no Parque dos Poderes. Era uma chácara e já era tarde. Os caras pediram para tirar os carros para poder fechar o local e o cara que toma conta da chácara perguntou para mim: ‘O senhor ‘tá’ de carro’. Falei que sim. ‘Que carro que o senhor ‘tá’?’. Falei, ‘ tô’ numa F-250, pega ela lá para mim. Ele foi lá rápido e voltou: ‘Senhor do céu, roubaram sua caminhonete’.”[risos]

“Então fiz um adesivozinho lá atrás que é ‘F-250 Forever’. Forever para sempre.”

Hemerson tem um Civic 2007. “Mas meu cotidiano, pra vir ao trabalho é com a Fiorino. Ela é a gás, tem uma economia grande. Uso ela para tudo na verdade. Na verdade, a paixão por ela hoje é porque eu mexi nela. Investi nela uns dez mil reais em oito anos. É um carro que vale aí no mercado de quatro a cinco mil reais.”

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Pela rua 14 de Julho, Hemerson exibe sua "F-250"
Foto: Deurico/Capital News

Mais brincadeiras

“O pessoal vem comigo quando saímos. Eu vou andando no estacionamento e eles vão junto, olhando procurando uma caminhonete. ‘Mas cadê a caminhonete?’ Aí eu paro em frente da Fiorino, os cara vão ... ‘aaahh, não era uma F-250’. Aí eu digo: e é... F de Fiorino, 250 porque eu quero!”[mais risos]

Arrependimento

O único arrependimento sobre a Fiorino que Hemerson diz possuir é quando a vendeu para um amigo.

“Tem cara no trânsito que me pergunta: ‘Você vende a Fiorino?’ Vendo, digo. Aí o cara se entusiasma. ‘Quanto você quer?’ Eu quero trinta mil. Mas não vendo né... é já paro o cara não querer comprar.”

“Na verdade eu já vendi ela uma vez para um amigo meu, mas me arrependi e comprei de volta. Vendi por sete mil e comprei de volta por oito. Perdi mil reais. Há uns cinco anos. Fiquei seis meses. Eu via a Fiorino ficava com dó. Pior que o cara não cuidava. O cara era amigo meu vinha direto me ver com ela. Eu falava, cara cuida dela. Aí eu fui lá e comprei de volta”, diz.

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Hemerson na oficina apresenta sua paixão
Foto: Deurico/Capital News

Processo de montagem

Ele conta como recuperou o veículo. “Primeiro eu desmontei tudo ela. Já tinha a oficina. Não é copiar o lata velha, mas tudo que eles fazem lá, eu apliquei nessa Fiorino. Mas foi por etapas, gradativamente. Por exemplo, a primeira vez que eu reformei pintei toda ela. Na segunda vez que eu mexi coloquei ar condicionado. Coloquei GNV depois. Eu coloco R$ 50,00 e ando 320 quilômetros com ela Fora que ela também é a álcool. Já fui para Miranda com ela. Vou direto para lá. O pessoal acha ela bonita e comenta quando a gente chega lá.”

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Empresário fica emocionado ao falar de como conseguiu montar seu negócio
Foto: Deurico/Capital News

Xodó da família

“Meus filhos, Mariana o Eduardo e a Julia os três gostam muito do carro. A Mariana fala que quando ela ficar mais moça que ela quer a Fiorino para ela [pela cara que vez, não está muito a fim de atender o pedido da filha]”.

Kapital sem capital

Hemerson diz que é apaixonado por carros desde a infância. Hoje, ele não coloca mais a mão na graxa, é o administrador da empresa. “Eu gosto de oficina, da parte mecânica e procurei me especializar nisso, fiz vários cursos, já estive em montadoras para ver todo o processo de como é feito carro. Hoje já parei de botar a Mao na graxa. Apesar dos 36 anos, eu só administro hoje.”

Na oficina onde está desde 1994, já pagou aluguel e depois comprou o estabelecimento. O nome, segundo ele, foi uma “homenagem” meio ao avesso por conta da situação em que se encontrava. “Na verdade comecei aqui com uma pequena borracharia. Meio na raça. O nome Kapital foi em uma “homenagem” porque eu não tinha dinheiro na época e coloquei Kapital para pelo menos tê-lo no nome.

E hoje já estamos estabelecidos aqui. Nesse tempo todo já foi alugado e hoje é própria. Emprego doze pessoas. O número de atendimento é de média de dez carros por dia, independente de vários reparos. Somos um autocenter, uma concentração de vários serviços.”

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Xodó da família toda, F-250 é pleiteada pela filha de Hemerson
Foto: Deurico/Capital News

Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

 

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mariane pétala loureiro noqueira 02/12/2011

gostei muito ainda vai ser minha filha HEMERSOM

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1 comentários


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