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Interior Sábado, 05 de Julho de 2008, 15:46 - A | A

Sábado, 05 de Julho de 2008, 15h:46 - A | A

Carteiros de MS descartam greve

Da Redação

Funcionários dos Correios de Mato Grosso do Sul decidiram não aderir à greve nacional que atinge alguns municípios em 24 estados do país. Ontem à noite estava marcada assembléia para decidir adesão ao movimento, mas foi cancelada.

O presidente do sindicato dos Correios, João Avelino, disse que depois do resultado da última reunião entre os funcionários, na terça-feira, onde foi decidido aguardar até ontem, quando ocorreria a nova assembléia, praticamente já estava definida a não adesão à greve. “Eles queriam tempo para analisar as manifestações dos grevistas no país, mas a categoria preferiu não aderir”, relata.

Os funcionários reivindicam um acordo assinado com a empresa em novembro de 2007, ratificado em abril deste ano com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que abrange três pontos principais: incorporação de 30% de adicional de periculosidade, negociação do plano de carreira e participação nos lucros da empresa.
João Avelino conta que no mês que vem é período de discutir com a empresa a data base do reajuste salarial 2008-2009, a ser feito de forma coletiva, fator que favoreceu os funcionários a não aderir à greve. Ele disse que a categoria vai apresentar proposta de reajuste linear de R$ 200,00. “Nos anos anteriores a empresa sempre propôs valor inferior. Em 2007, foi de R$ 60,00”, conta o sindicalista.

Avelino ainda disse que anteriormente cada funcionário tinha 30% de abono no respectivo salário, fator que beneficiava os funcionários mais antigos e os que tinham títulos, por meio da gratificação da Referência Salarial (RF), a exemplo dos funcionários de nível superior, com 5% de acréscimo.

A nova proposta apresentada pelos Correios traz um acordo uniforme para toda a categoria, independente do RF ou se é funcionário com mais tempo de serviço. A proposta estabelece R$ 260,00, para os carteiros e atendentes de guichê.
Na avaliação de João Avelino, depois da última assembléia de terça-feira, os funcionários de Mato Grosso do Sul, diante das negociações que se arrastam desde o ano passado com poucos resultados, decidiu acatar com a medida da empresa.

O salário base dos iniciantes é de R$ 603,00, com os 30% de bonificação fica em R$ 180,00, valor abaixo da proposta da empresa. Avelino conta que a medida beneficiou inclusive funcionários que tinham 15 anos de serviço, pelo qual o salário é de R$ 844,00, com a bonificação fica em R$ 253,00.

EMBRAPA

Na contramão da decisão dos funcionários dos Correios, servidores da Embrapa de Dourados decidiram aderir à paralisação nacional, que vai ocorrer nos dias 8, 9 e 10 de julho. Segundo o presidente da seção do Sinpaf da Embrapa Agropecuária Oeste, Sebastião Aparício Meira, a categoria admite reajuste salarial de 12%. O governo federal negocia o teto máximo de 5,4%.

A mobilização tem por objetivo pressionar o Ministério do Planejamento a autorizar um reajuste maior do que o inicialmente proposto: 5,04%, correspondente apenas à reposição do IPCA entre maio de 2007 e abril de 2008. A negociação se dá entre a empresa e o Sindicato, mas cabe ao Planejamento autorizar os índices referentes às cláusulas econômicas da pauta de negociação. (Com informações de Dourados Agora)

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