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Polícia Terça-feira, 31 de Agosto de 2010, 09:21 - A | A

Terça-feira, 31 de Agosto de 2010, 09h:21 - A | A

Operação Tellus apreende armas e R$ 79 mil

Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

A Polícia Federal (PF) emitiu balanço sobre a Operação Tellus, desencadeada para desmantelar suposta quadrilha que fraudava processos de reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Houve a apreensão de notas de real que somaram R$ 79 mil, sendo R$ 53 mil somente na casa de um dos presos.

Nessa segunda-feira (30), 20 pessoas foram presas: são 9 servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), 8 líderes de assentamentos e 3 empresários. Dentre os detidos, está o presidente do Incra em Campo Grande, Waldir Cipriano Nascimento, que enviou, via assessoria, carta à imprensa afirmando que sua atuação, em 14 meses na instituição “foram pautadas dentro dos padrões técnicos e normativos, respeitando, portanto, a legalidade”.

Além dos valores em reais apreendidos, a PF encontrou também: 7 armas, entre revólveres, pistolas e espingardas; 13 cheques; e 12 veículos.

Mandados de prisão foram cumpridos em: Dourados (7); Itaquiraí (4); Campo Grande (3); Naviraí (1); Ivinhema (1); Nova Andradina (1); Batayporã (1); Angélica (1); e Cosmorama, em São Paulo (1).

A maior parte dos presos já está na Delegacia de Polícia Federal em Naviraí. A ação foi conjunta com o Ministério Público Federal em Dourados.

Depois de ouvidos, os presos estão sendo encaminhados ao Presídio de Naviraí, ficando à disposição da Justiça Federal.

Investigações mostram rombo milionário aos cofres públicos

Tellus significa Terra Mãe em grego. De acordo com o MPF, a fraude na reforma agrária no sul do Estado causou prejuízo de R$ 62 milhões aos cofres públicos. Comercialização de 300 lotes teria gerado lucro indevido de R$ 12 milhões ao bando, segundo o ministério.

Os outros R$ 50 milhões teriam advindo de processo fraudulento de distribuição de 497 lotes a pessoas não habilitadas pelo governo Federal a receber as terras.

Em 2007, o Incra investiu R$ 130 milhões na compra de quatro fazendas no Complexo Santo Antônio, em Itaquiraí (cidade distante 405 quilômetros ao sul de Campo Grande). Os 16.926 hectares foram distribuídos em quatro projetos de assentamento: Santo Antônio, Itaquiraí, Caburei e Foz do Rio Amambai.

Então, houve série de irregularidades envolvendo a distribuição equivocada de 1.236 lotes, com desrespeito à fila de cadastro.


Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

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