Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (16), na Câmara Municipal de Campo Grande, os vereadores fizeram questão de utilizar da tribuna para protestar contra a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios de todo o Brasil a efetuarem casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Grande parte dos parlamentares discursou exaustivamente contra a união homoafetiva, hoje pela manhã. O vereador Paulo Pedra (PDT) foi além de proferir sua opinião. Ele rasgou um papel encenando estar rasgando a Constituição Federal já que, na interpretação do pedetista, o casamento civil entre gays é inconstitucional.
A vereadora Juliana Zorzo, líder do PSC na Casa de Leis, afirmou não ter nada contra homossexuais, mas é contrária à oficialização da união entre eles por meio do cartório.
Conhecida por defender causas que envolvem o tema diversidade, Luiza Ribeiro (MD) não deixou passar batido e declarou ser a favor da proposta.
“A sociedade precisa exercitar a tolerância com os outros. O Brasil é rico nisso porque promove o direito da dignidade humana”, disse.
A vereadora lembrou que, conforme levantamento feito por uma ONG da Bahia, do total de crimes homofóbicos ocorridos em todo o mundo, 44% se concentra no Brasil.

