Audiência pública realizada em Campo Grande pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF) trata sobre instalações indiscriminadas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e de usinas para geração de energia no Pantanal. O encontro foi na tarde dessa terça-feira (20), na sede da instituição.
São 29 PCHs em operação no Estado e mais 87 em processo estudo para implementação.
Conforme o MPF, a instalação desenfreada de estabelecimentos como estes pode prejudicar os ciclos das águas – vital para a manutenção de uma das biodiversidades mais ricas do planeta.
Sob nome de “Empreendimentos Hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai”, a audiência pública contou com presença de procuradores, técnicos, pesquisadores e membros do Poder Público.
Vindo de Corumbá (cidade distante 417 quilômetros a noroeste de Campo Grande) – conhecida como Capital do pantanal – o procurador da República Wilson Rocha Assis, afirma não existir estudo específico sobre o verdadeiro impacto que as PCHs provocam na planície do Pantanal. Justamente por conta das incógnitas é que o encontro de ontem foi realizado.
Repercutida pelo MPF-MS, fala do diretor-executivo da organização não-governamental Ecologia e Ação (Ong Ecoa), Alcides Faria, comenta que quanto maior o número de usinas, maior o impacto no ambiente. “Se tiver uma pequena hidrelétrica, vai causar um impacto menor, mas, muitas terão um impacto muito maior.”
Como resultado, a audiência teve uma ata a ser encaminhada a órgãos e entidades ligadas ao setor ambiental. A principal proposta é a criação de um sistema de avaliação ambiental estratégica, que possa realizar pesquisas específicas sobre o tema.
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
